Moçambique

Maputo cria entidade para projeto de nova grande barragem

D.R.
D.R.

O projeto da nova barragem de Mphanda Nkuwa deverá demorar uma década, segundo o governo moçambicano.

O Governo moçambicano criou uma entidade responsável pela implementação do projeto Hidroelétrico de Mphanda Nkuwa, que deverá demorar, pelo menos, mais uma década até estar construída e em funcionamento, refere uma nota oficial enviada hoje à Lusa.

A entidade, intitulada Gabinete de Implementação do Projecto Hidroelétrico de Mphanda Nkuwa (Gmnk), será responsável pela a coordenação e realização das ações necessárias para o desenvolvimento do projeto, refere o comunicado do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

Segundo o documento, o Gmnk terá também a tarefa de criar, sistematizar e manter uma base de dados, assegurando a propriedade intelectual dos estudos e de toda a documentação relevante à boa execução do projeto.

“Igualmente deverá propor medidas para a solução das matérias pendentes relativas à atual concessão, bem como proceder à contratação de consultoria especializada no domínio das transações, que aporte experiência em transações similares, conferindo credibilidade ao processo e aumentando a confiança dos investidores e financiadores”, refere.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou em agosto do ano passado que a Eletricidade de Moçambique (EDM) e a Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) estão encarregues de revitalizar o projeto da barragem.

Em outubro do ano passado, numa entrevista à Lusa, o vice-ministro da Energia e Recursos Minerais, Augusto de Sousa, disse que o projeto poderá levar pelo menos mais uma década.

“Falando com muita franqueza, Mpanda Nkuwa deve ir para 2028 ou 2029. Mais cedo que isso não acontece”, referiu Augusto de Sousa, em entrevista à Lusa, depois de a construção do empreendimento ter voltado à ordem do dia.

Augusto de Sousa explicou que a HCB “pode ir ao mercado e obter financiamentos para implementar o projeto”, mas há ainda um trabalho prévio em curso.

“Estamos a ver toda a documentação do passado”, verificando se “não há nada que penalize o Governo”, desde que foi aprovado o plano de construção, em setembro de 2007, passando desde então por várias parcerias, mas sem nunca se concretizar o projeto.

De acordo com dados oficiais, 70% da eletricidade em Moçambique é de origem hídrica, grande parte da barragem de Cahora Bassa, sendo que os restantes 30% são provenientes do gás, extraído pela sul-africana Sasol em Inhambane, sul do país.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
António Mexia, presidente executivo da EDP. Fotografia: REUTERS/Pedro Nunes

Chineses da EDP não abdicam de desblindar estatutos. OPA quase morta

O dia, segunda-feira de Páscoa, prejudicou a concentração dos ex-operários junto à casa-mãe, a Miralago. Fotografia: Tony Dias/Global Imagens

Ex-operários tentam evitar saída de máquinas da Órbita

O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP), José Abrãao, numa manifestação. Fotografia: JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

FESAP. Inspetores do Estado podem ficar 10 anos sem progredir nas carreira

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
Maputo cria entidade para projeto de nova grande barragem