Pescas

Maratona negocial nas pescas termina com 5% de cortes nas capturas de pescada

Peniche- Reportagem com pescadores da Nazaré e Peniche que já não podem pescar sardinha por terem excedido os limites

As capturas de tamboril aumentam em 54%, de raias em 10%, de carapau em 7% e de lagostim em 5%.

Os ministros das Pescas da União Europeia chegaram hoje a acordo sobre os totais admissíveis de capturas (TAC) e respetivas quotas nacionais, numa maratona negocial em que Portugal viu os cortes da pescada reduzidos a 5% em 2017.

A Comissão Europeia tinha proposto, em outubro, um corte de 35,9% nas capturas de pescada em águas nacionais, valor que entretanto havia sido revisto para 34%.

Após 16 horas de negociações, que começaram na terça-feira de manhã e terminaram já na madrugada de hoje, Portugal fez valer os argumentos científicos que davam conta do bom estado dos ‘stocks’ de pescada em águas nacionais e, a partir de 01 de janeiro, poderão ser capturadas 2.936 toneladas desta espécie.

A quota de biqueirão sobe 18% face a 2016 (para as 6.522 toneladas), quando a Comissão Europeia tinha proposto a manutenção nas 5.542 toneladas.

As capturas de tamboril aumentam em 54%, de raias em 10%, de carapau em 7% e de lagostim em 5%.

A quota de bacalhau em águas da Noruega sobe em 16%, mantendo-se as possibilidades no Svalbard e Canadá (zona NAFO).

O atum rabilho, espécie muito apreciada nomeadamente em sushi, viu as suas quotas aumentar em 20%, para as 399 toneladas, mantendo-se as capturas de patudo nas 4.515 toneladas, de espadarte nas 1.651 (Atlântico Norte e Sul) e de voador nas 2.813 (Atlântico Norte e Sul).

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