Coronavírus

Marcelo admite eventual renovação do Estado de Emergência

Marcelo

Na próxima semana o Presidente da República decide sobre uma eventual extensão do Estado de Emergência até 16 de abril.

Será a evolução dos números do surto do Covid-19 que irá ditar a renovação do Estado de Emergência. O Presidente da República reune na próxima terça-feira com governo, responsáveis políticos e especialistas, podendo ser tomada a decisão de estender o Estado de Emergência até 16 de abril.

“Vamos ter de acompanhar a evolução da realidade. Haverá nova reunião de responsáveis políticos com especialistas epidemiologistas. Será ponderado por mim em diálogo com o primeiro ministro, com governo, em diálogo com o Parlamento, exactamente o que será necessário para os 14 dias seguintes”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas, no Palácio de Belém, em Lisboa.

“Se é preciso além de renovar o Estado de Emergência ou acrescentar mais um ponto ou outro, essa avaliação será feita com os dados até ao começo na próxima semana, para depois vigorar, se for caso disso, se a Assembleia da República autorizar até ao dia 16 de abril”, disse.

Quando questionado sobre o cancelamento das comemorações do 10 de Junho na Madeira significativa que o Estado de Emergência poderia prolongar-se até junho, o Presidente da República nega essa interpretação.

“Não estou a dizer isso. O que estou a dizer é que se tinha de tomar uma decisão agora. É uma organização muito pesada e neste momento era insensato avançar com uma organização que envolvesse a movimentação de tantas centenas de militares e civis do Continente para a Madeira”, referiu.

Marcelo Rebelo de Sousa mostrou-se otimista q.b com os números do surto divulgados esta quinta-feira pela Direção-Geral de Saúde.

“Pode ser que já haja aqui sinais dos efeitos da primeira decisão do encerramento das escolas e depois porventura, em menor escala, de medidas restritivas que apelaram à contenção dos portugueses”, disse.”Há uma descida na percentagem de crescimento e que a curva se afastou da curva que era expectável e da curva seguida noutros países. Mas é preciso esperar porque dia a dia se vai recolhendo os elementos para verificar se este distanciamento, isto é, o crescimento não ser 40%, não ser sequer 30% ter sido hoje muito baixo, à volta dos 15%, se é constante ou não veremos nos próximos dias.”

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