Coronavírus

Marcelo defende urgência nas medidas de apoio à economia

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa
( MANUEL DE ALMEIDA/LUSA )
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa ( MANUEL DE ALMEIDA/LUSA )

Presidente da República recusa avaliar medidas tomadas pelo Governo. "No imediato não é preocupação" afirma o chefe de Estado.

O Presidente da República defendeu esta quinta-feira a urgência de medidas para apoiar a economia, mesmo sem se conhecer o montante que a União Europeia vai disponibilizar para a recuperação pós-pandemia.

“O plano de estabilização aprovado em Conselho de Ministros avança antes do conhecimento da última decisão europeia. Isto é difícil para qualquer governo porque não sabe os montantes definitivos, mas também não pode esperar mais”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, lembrando que “as pessoas no dia-a-dia estão a ter problemas de emprego e de salários e os empresários a terem problemas no arranque das suas empresas”.

Não é possível esperar por junho e final de julho e depois mete-se agosto e setembro. É preciso tomar medidas arriscando, partindo do princípio que haverá financiamento europeu”, sublinhou.

“É importante haver um plano de estabilização mesmo antes da decisão de Bruxelas? Sim. Que o Orçamento Suplementar é urgentíssimo? Parece evidente”, afirmou o Presidente da Republica quando questionado sobre a avaliação que faz das medidas tomadas pelo Governo.

“Não é função do Presidente da República deixar de ter presente o que é importante. Nenhum presidente da União Europeia está preocupado em criar problemas aos seus governos, num momento em que tem de haver uma ação conjunta”, frisou em declarações aos jornalistas na Chamusca.

Uma crise “brutal”
Questionado sobre as previsões do Conselho das Finanças Públicas conhecidas ontem, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que as projeções não tiveram em conta as ajudas de Bruxelas que ainda não estão totalmente fechadas e que passam por subvenções e empréstimos aos Estados-Membros.

“Se não houver medidas, se não houver nada de novo, interna ou externamente, os números para que apontamos é de 7 e tal por cento e 11%-12% este ano. Se não houver. Sabemos que vai haver”, reafirmou o Presidente da República, lembrando que caracterizou esta crise como “brutal”, adjetivo – afirmou – usado também pelo primeiro-ministro.

“São medidas europeias e o Conselho das Finanças Públicas não podia tomar em linha de conta. Aquelas previsões são duras e cruas se não houver nada entretanto”, frisou.

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