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Marcelo desvaloriza parecer do CFP e destaca dados do INE

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa Foto: JOSÉ COELHO/LUSA
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa Foto: JOSÉ COELHO/LUSA

O Presidente da República desvalorizou hoje o parecer do Conselho de Finanças Públicas sobre a proposta orçamental para 2017.

O Presidente da República desvalorizou hoje o parecer do Conselho de Finanças Públicas (CFP) sobre a proposta orçamental para 2017, preferindo destacar os dados do Instituto Nacional de Estatística segundo os quais o país está a crescer.

“O pôr-se o acento tónico naquilo que, eventualmente, é mais discutível ou mais duvidoso e não naquilo que é mais positivo é uma maneira muito portuguesa de olhar a realidade”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, em Lisboa, quando confrontado pela imprensa com a análise do CFP sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2017.

Numa análise hoje divulgada, o CFP considera que a proposta orçamental para 2017 “permanece aquém do necessário” quanto à restrição dos recursos no médio prazo e quanto à definição de prioridades na despesa pública, reiterando que “o crescimento não pode resultar apenas de estímulos à procura interna”.

Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas à margem da cerimónia de entrega dos Prémios Pfizer de Investigação 2016, a que presidiu, preferiu destacar o crescimento da economia portuguesa de 1,6 por cento no terceiro trimestre de 2016, face a igual período de 2015, de acordo com a estimativa hoje divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística, acima das previsões dos analistas.

“Respeitando as opiniões mais diversas, diria que o facto mais importante do dia é estarmos a crescer muitíssimo mais do que se pensava, e que não pode deixar de ter bons resultados em termos de execução orçamental”, sublinhou.

O chefe de Estado lembrou que “se está a discutir com a União Europeia números visando o reconhecimento do esforço” que Portugal está a fazer para manter as contas em ordem.

O Conselho de Finanças Públicas estimou hoje que o défice estrutural seja de 1,9 por cento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2017, o que “não permitirá ainda alcançar uma margem de segurança” para cumprir a regra europeia de manter o défice orçamental abaixo dos 3 por cento.

 

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