Coronavírus

Marcelo diz que não há descontrolo da pandemia e afasta cenário de pré-ruptura

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações à comunicação social após a sessão de apresentação sobre a “Situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal”, no Infarmed, em Lisboa, 14 de maio de 2020. RODRIGO ANTUNES/LUSA
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações à comunicação social após a sessão de apresentação sobre a “Situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal”, no Infarmed, em Lisboa, 14 de maio de 2020. RODRIGO ANTUNES/LUSA

Está marcada nova reunião técnica no Infarmed para daqui a duas semanas, com análise mais focada na região de Lisboa e Vale do Tejo.

O Presidente da República acredita que não há descontrolo da pandemia na região de Lisboa e Vale do Tejo e afasta um cenário de pré-ruptura do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Aquilo que os especialistas disseram corresponde ao que os números mostram. O que os números mostram é que não há descontrolo”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, no final da reunião desta quarta-feira, dia 24 de junho, no Infarmed em Lisboa, com vários especialistas.

“Em momento algum se encontrou a ideia de descontrolo da epidemia, quer a nível nacional quer a nível da RLVT. Quer em relação ao número de mortos, quer em relação à pressão sobre o SNS.

O chefe de Estado reconheceu que o número de casos tem estado a aumentar ao longo das últimas semanas na Região de Lisboa e Vale do Tejo (RLVT), mas que tal não representa um descontrolo dos surtos identificados, nem demasiada pressão sobre o SNS.

“A pergunta foi: porquê o número de infetados na RLVT?” questionou Marcelo Rebelo de Sousa, indicando que essa foi uma das principais questões discutidas no encontro com os especialistas.

“O que há de comum?”, insistiu. “Aparentemente uma população que trabalhou sempre, que não confinou muito. Que trabalhou durante o confinamento como trabalhou nos confinamentos e a dúvida que permanece é: já antes de ser testada havia a realidade da contaminação, ou é posterior ao desconfinamento?”, acrescentando que os inquéritos estão a ser feitos.

O Presidente da República realçou a importância de se tomar “medidas específicas” para esta área geográfica, já que é necessário saber quais as causas desta subida. “É uma pequena parte da região de Lisboa”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, para esclarecer que nem toda a região assiste a uma subida do número de infetados.

“Vários especialistas disseram que era preferível haver medidas concretas e específicas para áreas geográficas também específicas, a haver medidas genéricas”, indicou o chefe de Estado, apontando as medidas já aprovadas e que ainda vão ser formalizadas pelo Governo para a Área Metropolitana de Lisboa.

O Presidente da República anunciou uma nova reunião técnica para daqui a 15 dias, com maior foco na região de Lisboa para analisar a evolução dos surtos identificados na Área Metropolitana de Lisboa.

Notícia atualizada às 14h40

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