Coronavírus

Marcelo: “Estado de emergência até 1 de maio”

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
RODRIGO ANTUNES/LUSA
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. RODRIGO ANTUNES/LUSA

Presidente da República acaba de revelar que vai estender restrições até fim do mês.

“Esta firmada a minha convicção de renovar o estado de emergência até 1 de maio. Naturalmente, ouvirei os especialistas e o governo e será a Assembleia a autorizar, mas não podemos brincar em serviço, afrouxar, neste momento decisivo, baixar a guarda.”

O Presidente da República acaba assim de anunciar que as medidas de restrição vão manter-se por mais tempo. A decisão será “formalizada até fim da próxima semana”.

“Se queremos abrir perspetivas relativamente a maio, no ano letivo e noutros setores da economia, temos de garantir até fim de abril uma evolução que se traduza não apenas no não crescimento do número de casos diários mas no decrescimento em números absolutos”, justificou o Presidente numa comunicação ao país, agradecendo aos portugueses o esforço, assim sublinhado, de não se juntarem às famílias nesta Páscoa.

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que, “felizmente, a proporção de internados não tem subido e a de internados que precisam de cuidados intensivos também não”, mas sublinhou o facto de os números de infetados hoje revelados, cuja evolução quase duplica os dos últimos dias. “O que é normal porque se está a testar mais; só significa que temos de estar bem focados no combate que ainda não está totalmente ganho.”

Os números revelados nesta tarde pela DGS, no boletim diário da Covid-19, revelam um total de 15 472 casos confirmados e 435 mortes pelo novo coronavírus. (Veja aqui o boltim do dia)

O Presidente da República quis ainda esclarecer três pontos que “têm preocupado os portugueses”: o aumento de casos nos lares, justificado precisamente pelo crescimento na quantidade de testes realizados, mas também a libertação de presos e a continuidade do ano escolar.

Quanto à primeira questão, Marcelo vincou as razões e funcionamento dos perdões e indultos que venham a existir “por razões de saúde pública e a pensar nos mais velhos e doentes”, que ontem publicou. E “para ultrapassar dúvidas e especulações”, esclareceu que não haverá entre os visados autores de crimes graves e violentos: “Não cobre crimes graves. Não cobre crimes contra pessoas, crimes violentos, violência doméstica, homicídios, crimes contra a Humanidade ou de género, roubos com violência, pedofilia, incêndios, tráfico de droga, corrupção, crimes de políticos e detentores de cargos públicos”, elencou. E concluiu, para que fique claro, que os casos que irá analisar serão outros e serão avaliados ponderando a situação de saúde de quem pede o indulto.

Por último, no que respeita ao resto do ano letivo, o Presidente saudou uma solução que, não sendo perfeita, porque “não há propostas perfeitas, ideais, que garantam a recuperação total do tempo perdido, evitar desigualdades e encontrar melhor forma de avaliação, é a solução possível no meio de muitas incertezas, uma proposta honesta para minorar custos inevitáveis”. E que permite evitar a pior solução, que seriam as passagens administrativas, mantendo-se, através da telescola e da minimização do ensino presencial neste terceiro período àqueles que têm de fazer exames nacionais, os cuidados necessários à manutenção do ensino e controlo do contágio da pandemia. (Saiba aqui como vai ser o terceiro período para alunos do básico e secundário)

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