Euro 2016

Marcelo: Hoje há mais razões para acreditar em Portugal

Fotografia: Sara Matos/Globalimagens
Fotografia: Sara Matos/Globalimagens

Marcelo recebeu a equipa da seleção nacional em Belém onde elogiou o trabalho feito e a vitória do campeonato europeu de futebol

O Presidente da República disse hoje aos elementos da seleção portuguesa de futebol campeã da Europa que graças ao seu exemplo há mais razões para acreditar em Portugal, e o dia de hoje é diferente.

“O dia de hoje não é igual ao de ontem. Para muitos parece que sim, ganhou-se o campeonato da Europa, continuam os problemas económicos, sociais, políticos e culturais. Há uma diferença, a diferença foi o vosso exemplo “, declarou Marcelo Rebelo de Sousa, numa cerimónia nos jardins do Palácio de Belém, em Lisboa.

Com os jogadores alinhados num palanque ao seu lado, o chefe de Estado acrescentou: “O exemplo do que é ganhar com coragem, determinação, capacidade de luta, humildade, e espírito de equipa. Isso faz a diferença. E a diferença entre hoje e ontem é que hoje temos mais razões devido a vocês para acreditarmos em Portugal. Viva Portugal”.

Marcelo Rebelo de Sousa entregou aos elementos da seleção um alvará de concessão da condecoração que lhes será atribuída daqui a alguns dias, e referiu que, ao contrário do que chegou avançado por fonte da Presidência da República, “os jogadores têm todos a mesma condecoração, todos, não há primeiros, nem segundos, nem terceiros”.

“E os treinadores têm todos a mesma condecoração. É a Ordem do Mérito. Não é a maior condecoração que já receberam. A maior que já receberam foi a dada pelo povo português, uma condecoração feita de orgulho e de gratidão”, acrescentou.

Os jogadores e corpo técnico da seleção chegaram ao Palácio de Belém pelas 14:20, em dois autocarros panorâmicos com Cristiano Ronaldo ao microfone a cantar a música dos Xutos & Pontapés “A minha casinha”.

À sua espera estavam o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, o primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, e a mulher do selecionador nacional, Guilhermina Santos.

No mesmo grupo estavam ainda os líderes do PCP, Jerónimo de Sousa, Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, CDS-PP, Assunção Cristas, o dirigente do Partido Ecologista “Os Verdes” José Luís Ferreira, o deputado do PAN André Silva, o vice-presidente do PSD Jorge Moreira da Silva, e os presidentes das bancadas do PS, Carlos César, e do BE, Pedro Filipe Soares.

Os elementos da seleção nacional cumprimentaram um a um todos os responsáveis políticos e seguiram a pé para jardim que fica de frente para a Praça Afonso de Albuquerque, onde estavam concentradas milhares de pessoas com bandeiras e cachecóis verdes e vermelhos.

Depois, alinharam-se num palanque, perante dezenas de repórteres de imagem e funcionários do palácio.

Os responsáveis políticos colocaram-se num dos lados para assistir à cerimónia de entrega dos alvarás e aos discursos do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, e do chefe de Estado.

Na sua intervenção, com algumas falhas no sistema de som, Marcelo Rebelo de Sousa saudou os campeões da Europa, elogiou Fernando Gomes pelo “novo espírito à frente da federação” e a liderança do selecionador, recordando a sua promessa de só voltar a Portugal no dia 11 de julho.

“E voltou, com a taça. Ó Fernando Santos, que liderança tão inteligente, tão serena, tão calma, tão resistente, tão persistente, nunca tendo medo de nada”, afirmou o Presidente da República.

Dirigindo-se para os jogadores, o chefe de Estado afirmou que ficou provado que “são os melhores da Europa”, enalteceu a união da equipa e o esforço de todos.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou que a seleção correspondeu ao pedido que lhes fez há cerca de um mês para que se lembrassem dos portugueses que vivem dentro e fora do território nacional.

E lembrou em especial aqueles que emigraram para França há 50 anos: “Hoje, entram nos empregos e dizem: nós não somos só cidadãos de primeira porque vem na lei do país amigo que é a França, mas porque somos tão bons ou melhores do que vocês”,

Esta cerimónia teve um convidado especial, o Tiago, de 7 anos, que escreveu uma carta à seleção em junho a explicar que se sentia “o 12.º jogador”.

“O que disse e escreveu o Tiago pensaram milhões de portugueses”, referiu.

O Presidente da República destacou ainda os festejos em capitais de países lusófonos e contou que recebeu uma mensagem de apoio do presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, antes do jogo da final.

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