Coronavírus

Marcelo. “Não se pode esperar um, dois, três meses por respostas europeias”

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. (MANUEL DE ALMEIDA/LUSA)
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. (MANUEL DE ALMEIDA/LUSA)

O Presidente da República considera que é prematuro falar em reforço do estado de emergência. Primeiro quer ouvir Governo e especialistas.

O Presidente da República quer que as respostas da União Europeia para fazer face ao novo coronavírus cheguem o quanto antes ao terreno, apontando para uma “queda monumental” do produto interno bruto (PIB).

“Não se pode esperar um mês dois meses três meses, como alguns pensam para haver respostas europeias no terreno, não digo em teoria”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa no final do encontro com a Confederação do Comércio e Serviços e a Confederação do Turismo, no Palácio de Belém, em Lisboa.

Primeiro-ministro, António Costa, e oito outros líderes europeus subscrevem uma carta ao presidente do Conselho Europeu a reclamar a implementação de um instrumento europeu comum de emissão de dívida para enfrentar a crise provocada pela covid-19 – as chamadas coronabonds (mutualização de dívida).

O Presidente da República revelou que esteve à conversa com o homólogo italiano, Sergio Mattarella, sobre a evolução da doença nos dois países e a resposta europeia à pandemia de covid-19. “Falámos da Europa com posições comuns fortes, percebendo a importância da pandemia e a necessidade de acorrer aos efeitos económicos e sociais: afirmando a unidade e solidariedade europeias”, sublinhou o chefe de Estado.

Primeiro os especialistas e o Governo
Questionado sobre a necessidade de reforçar as medidas do estado de emergência, se for prolongado além de quinta-feira, 02 de abril, o Presidente da República afirmou que ainda é “prematuro”, sendo que para esta terça-feira está marcada nova reunião no Infarmed para avaliar a situação e desta vez com a participação dos conselheiros de Estado através de videoconferência.

“Antes de ouvir os especialistas e antes de acabar o contacto com o governo é prematuro dizer os termos da renovação e se é efetuada. Hoje ainda não tenho dados sobre isso”, indicou Marcelo Rebelo de Sousa, adiantando que até ao dia 01 de abril, quando tem de enviar o decreto presidencial para o Parlamento, estará “em condições de propor um texto” para ser debatido na manhã do dia 02.

Turismo com paragem completa
O Presidente da República continuou a receber esta segunda-feira os parceiros sociais. Desta vez com os representantes da Confederação do Comércio e Serviços e da Confederação do Turismo para se inteirar da situação destes setores face à covid-19.

“No turismo infelizmente o panorama é 0%. A paragem é completa ou quase completa, mas foi reconhecida a importância de ter no terreno as medidas económicas e sociais aprovadas pelo Governo e importante que seja aplicado o mais depressa possível”, revelou Marcelo Rebelo de Sousa. “Para que o mês de abril – e veremos até que ponto os meses seguintes, ou pelo menos maio – venham a ser também meses em que a situação de muitos trabalhadores é aguentada por esse mecanismo de lay-off“, acrescentou o Presidente.

“O país não pode parar e é muito importante que no segundo semestre possamos fazer o começo de uma recuperação”, sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa.

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