Crescimento da economia

Marcelo pede mais crescimento. “Este que temos não chega”

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República portuguesa. Foto: REUTERS/Benoit Tessier
Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República portuguesa. Foto: REUTERS/Benoit Tessier

O Presidente da República afirma que é "insensato não apostar em metas mais ambiciosas" porque os "infortúnios" vão aparecer.

O Presidente da República pede mais crescimento económico para Portugal porque “este que temos não chega” e é “claramente insuficiente”, afirmou no encerramento do congresso da Confederação Empresarial de Portugal (CIP).

Perante empresários, o Presidente da República começou por dizer que não iria fazer grandes considerações “neste tempo que é de início de novo ciclo as palavras devem ser parcas e comedidas”, mas acabou por deixar algumas ideias, entre elas a de que o país precisa de mais crescimento, desejando que as metas para o país sejam mais “ambiciosas”.

“Importa muito haver mais e mais sustentável crescimento económico. Este que temos não chega”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa que acrescentou outros desejos: “melhor balança externa, mais acelerada correção de desigualdades e para tudo isso, maior produtividade e, portanto, maior competitividade”, assinalou o chefe de Estado.

Para o Presidente da República “é insensato não apostar em metas mais ambiciosas” antecipando “apertos a não muito longo prazo se nós esperarmos que os infortúnios apareçam o mais tarde possível. Eles virão mais cedo do que o esperado”, afirmou Marcelo no congresso que decorreu no Estoril.

A importância do privado
Logo no arranque do discurso o Presidente da República pediu aos empresários que expliquem “a importância da iniciativa privada com responsabilidade social, na construção de um Portugal sempre mais moderno e mais justo”, afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que “sem iniciativa privada forte nunca conseguiremos ombrear com os mais avançados países da Europa e do mundo”, acrescentando que “sem iniciativa privada Portugal nunca poderá ser um desenvolvido e justo”, concluiu.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Ricardo Mourinho Félix, Secretário de Estado Adjunto e das Finanças. 
( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

“Cidadãos não vão tolerar situações que ponham estabilidade financeira em risco”

Ricardo Mourinho Félix, Secretário de Estado Adjunto e das Finanças. 
( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

“Cidadãos não vão tolerar situações que ponham estabilidade financeira em risco”

Lisboa, 22/11/2019 - Money Conference, Governance 2020 – Transparência e Boas Práticas no Olissippo Lapa Palace Hotel.  António Horta Osório, CEO do Lloyds Bank

( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

Horta Osório: O malparado na banca portuguesa ainda é “muito alto”

Outros conteúdos GMG
Marcelo pede mais crescimento. “Este que temos não chega”