Marco Galinha: "Melhorar condições de trabalho é muito difícil com toda a carga fiscal que temos"

Debate do Global Media Group quer perspetivar o Orçamento de Estado de 2023.

Num momento de incerteza económica para Portugal, o Governo preparar-se para apresentar o primeiro Orçamento de Estado no próximo dia 10. O debate promovido pelo Dinheiro Vivo, DN, TSF e JN para perspetivar o que se espera no próximo ano, pretende perceber como deve desenhar-se o próximo OE, que será o primeiro completo deste Governo de maioria absoluta.

Para Marco Galinha, CEO da Global Media Group, as empresas em Portugal viram-se a braços com grandes desafios e tiveram muitas dificuldades para enfrentar um dos momentos mais complicados das últimas dezenas de anos. "Resilientes", louvou. "Muito bem, muitas das vezes, o próprio Estado criou mecanismos para suportar melhor os efeitos da pandemia. Demos com este conflito militar na Europa, talvez um dos momentos mais desafiantes do futuro empresarial", afirmou, ao abrir a sessão.

"A melhor forma de combater a pobreza é criando emprego e condições para os salários serem viáveis. Demos com uma inflação de 9% e uma enorme dificuldade em todas as cadeias de abastecimento e todas as ruturas e os custos fiscais. Acabámos por mais uma vez, com toda a resiliência, superar estes temas", louvou o empresário.

"Fala-se muito em melhorar as condições de trabalho. É sempre muito difícil com toda a carga fiscal que temos - e bem sabemos que a credibilidade de um país vê-se numas finanças públicas fortes. Na verdade todos estes temas que afetam muito a produtividade e resultados de um país e que afetam os bons resultados de um país são, talvez, o mais importante que vamos debater aqui hoje", lançou.

Por seu turno, a diretora do Dinheiro Vivo, Joana Petiz, afirmou que os desafios que o país enfrenta são grandes, um momento de "uma dificuldade sem precedentes" e que nem mesmo a crise de 2011 foi tão difícil com esta.

"Saímos de um período de dois anos de pandemia, em que as empresas enfrentaram enormes dificuldades e entramos num período de muitíssimo maiores dificuldades com uma inflação galopante e que se esperava rápida".

Como se sabe, pelo contrário, a inflação vai prolongar-se. Significa um ano com níveis de inflação que os portugueses não estavam habituados a ter e que batem recordes sucessivos. Agora assiste-se a uma estabilização, mas isso não significa um retrocesso. O que terá "efeitos a todos os níveis. Para as famílias, para as empresas. É um período de extrema dificuldade e há a necessidade de manter as contas certas", declarou. "Sabemos que temos uma recessão a espreitar na Europa e se não tivermos o país bem solidificado - um país tão endividado como o nosso - tudo correrá pelo pior, considerou.

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