Impostos

Maria Luís desafia Governo a corrigir tabelas de retenção do IRS

Maria Luís Casanova Morgado Dias de Albuquerque, economista. Ministra das Finanças de Portugal entre 2013 e 2015.
(Gerardo Santos / Global Imagens)
Maria Luís Casanova Morgado Dias de Albuquerque, economista. Ministra das Finanças de Portugal entre 2013 e 2015. (Gerardo Santos / Global Imagens)

A ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque defende uma revisão das tabelas de retenção na fonte do IRS.

Maria Luís Albuquerque defendeu esta quinta-feira que se aproveite o atual momento para corrigir as tabelas de retenção de IRS, aproximando o valor que se retém a cada contribuinte daquilo que ele tem efetivamente que pagar.

“Lanço um desafio, em especial ao PS, que se o dinheiro é à borla, as taxas de juro estão em níveis negativos, porque continuamos a cobrar tanto dinheiro aos contribuintes através do IRS para devolver um ano depois. Talvez fosse uma boa altura para corrigir este sistema, porque há melhores formas de poupança do que esta”, disse a antiga ministra do governo de Passos Coelho numa conferência na Nova School of Business & Economics em que participava também o antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade (PS).

Em declarações à agência Lusa no final da sessão, Maria Luís Albuquerque explicou que a afirmação feita surgiu na sequência de um comentário de Rocha Andrade “que dizia que neste momento para o Estado, a curto prazo, o dinheiro é à borla, ou melhor, até é mais do que isso porque estamos com taxas de juro negativas e portanto que o Estado não tinha nenhuma vantagem em cobrar antecipadamente e procurar adiantamentos dos contribuintes, que isso não traria nenhuma vantagem financeira”.

“A minha resposta foi nesse sentido: se não deveremos aproveitar este momento para fazer essa correção estrutural em termos do que são as tabelas de retenção para que se aproxime o mais possível aquilo que se retém a cada contribuinte daquilo que ele tem efetivamente que pagar”, disse.

Segundo a ex-governante, “a grande maioria dos contribuintes recebe um reembolso significativo, em função do seu nível de rendimento, obviamente no ano a seguir, o que significa que adiantou demasiado dinheiro ao Estado”.

Maria Luís Albuquerque considera assim que é necessário aproveitar este momento “em que reconhecidamente o Estado não precisa dessa ajuda” para fazer essa correção.

“Esse momento de ajustamento deve ser feito quando houver condições para isso e as condições seriam agora em que o financiamento de curto prazo está, de facto, até com taxas negativas”, concluiu.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
EDP_ENGIE2

EDP e Engie investem até 50 mil milhões para serem líderes em eólicas no mar

EDP_ENGIE2

EDP e Engie investem até 50 mil milhões para serem líderes em eólicas no mar

Da esquerda para a direita: Ricardo Mourinho Félix, secretário de Estado das Finanças, Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, e Pedro Siza Vieira, ministro da Economia. Fotografia: Diana Quintela/Global Imagens

OCDE. Dinamismo das exportações nacionais tem o pior registo da década

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
Maria Luís desafia Governo a corrigir tabelas de retenção do IRS