Dívida

Mário Centeno pressiona Europa a debater perdão da dívida grega

Em entrevista ao jornal alemão, Bild, Mário Centeno diz também que o Pacto de Estabilidade e Crescimento europeu deve ser alterado

O ministro das Finanças português pressiona um debate em torno do perdão da dívida da Grécia e sublinha que a Europa deverá avançar para esta solução mesmo que o Fundo Monetário Internacional não concorde.

“Temos de iniciar esta discussão. A união monetária europeia tem agora instituições muito fortes e podemos resolver a maioria dos nossos problemas sozinhos”, afirmou em entrevista o alemão The Bild, citada pela Reuters.

Centeno mostra assim a posição portuguesa a um mês da próxima reunião do Eurogrupo onde acredita que o tema deverá ser levado.

No debate do Orçamento do Estado na generalidade, o ministro português defendeu menos encargos com juros, ainda que o corte da dívida não esteja nos planos do governo português.

“É necessário que Portugal tenha redução na taxa de juro que paga pelo seu endividamento”, disse à data o governante, esclarecendo que o caminho passa por “honrar as obrigações”, já que “essa discussão apenas pode ser tida no plano europeu”.

O empurrão dado à Grécia vai, no entanto, contra a posição dos alemães reforçada, inclusivamente, há poucos dias por Wolfgang Schauble: “Tenho de insistir que a Grécia deve cumprir as exigências e os requisitos, e um corte da dívida não ajuda nesse respeito”, disse o alemão.

Além da dívida dos gregos, Centeno referiu ainda ao jornal alemão que o Pacto de Estabilidade e Crescimento Europeu deve ser trabalhado e substituído, havendo “muito espaço para melhorias” no que se refere à dívida dos países.

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