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Mario Draghi minimiza receios sobre Itália

Mario Draghi (D) e Vítor Constâncio (E). Fotografia: REUTERS/Ralph Orlowski
Mario Draghi (D) e Vítor Constâncio (E). Fotografia: REUTERS/Ralph Orlowski

O presidente do Banco Central Europeu (BCE) relativizou hoje o risco político associado à chegada de um Governo eurocético a Itália e negou qualquer “conspiração” para uma subida dos juros da dívida italiana.

A zona euro tem 19 países e “não devemos dramatizar demasiado as mudanças políticas” após cada eleição nacional, declarou Mario Draghi numa conferência de imprensa em Riga, onde teve lugar a reunião do BCE.

Draghi respondia a uma pergunta sobre o risco de pressão sobre os juros da dívida atingir outros países da zona euro, após a turbulência causada em Itália na sequência da chegada ao poder de um Governo eurocético, composto por populistas e pela extrema-direita.

“O que é importante é que os pontos de vista sejam discutidos no âmbito dos tratados (europeus) existentes”, acrescentou Draghi.

O economista italiano que preside ao BCE refutou também as críticas da imprensa italiana que acusaram a instituição de ter comprado menos títulos de dívida do país em maio, favorecendo uma subida dos juros.

O BCE comprou nesse mês mais obrigações italianas do que em março e em janeiro, “não houve qualquer conspiração”, respondeu.

Entre março de 2015, quando entrou em vigor o programa de compra de ativos e maio de 2018, o BCE e os bancos centrais nacionais compraram cerca de 1,8 biliões de euros em obrigações soberanas, dos quais 345 mil milhões de dívida italiana.

O BCE antecipou hoje que tenciona terminar este programa no final de dezembro, a não ser que haja um imprevisto.

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