Máximo histórico. Franceses investem 300 milhões no imobiliário em Portugal

Capital estrangeiro representa 94% dos 950 milhões até agora investidos. Compras no imobiliário comercial poderá suplantar os 2 mil milhões este ano

Nunca como até agora os investidores estrangeiros têm investido no imobiliário comercial em Portugal.

O capital estrangeiro já representa 94% dos 950 milhões de euros até agora investidos na compra de espaços de escritórios e comerciais no mercado nacional. Nos últimos dez anos, o investimento estrangeiro rondava uma média de 44%.

Reino Unido ainda é o país que representa a maior fatia de investimento, mas agora partilha o ranking com França, ambos com uma fatia de 27%, com os "franceses a atingir um máximo histórico", cerca de 300 milhões, destaca a Cushman & Wakefield.

Seguem-se os norte-americanos com 21% do volume do investimento, montante que representa uma quebra face aos 41% do montante de investimento o ano passado. Os investidores espanhóis representaram 12% do total investido.

Até ao momento, foram investidos 950 milhões de euros, "valor ligeiramente inferior a igual período do ano anterior, mas que representa praticamente o triplo do volume médio investido nos últimos dez anos". Apesar da descida face ao ano anterior, a Cushman & Wakefield mantém otimismo para este ano ao nível do crescimento.

"As nossas estimativas apontam para um valor de fecho em 2016 equivalente, ou mesmo superior, ao de 2015, sendo muito provável que a barreira psicológica dos dois mil milhões de euros seja ultrapassada", aponta a consultora imobiliária.

"Os principais riscos que a atividade de investimento enfrenta em Portugal prendem-se com a estabilidade dos mercados financeiros internacionais - na qual os efeitos pós-Brexit poderão ter um papel preponderante - mas também com questões de estabilidade interna, nomeadamente no que ao enquadramento fiscal do imobiliário se refere", alerta.

"O último trimestre do ano perspetiva-se extremamente dinâmico para o mercado de investimento", reforça a Cushman & Wakefield.

Em 2016, o valor médio de operação de 38 milhões, montante superior ao habitual. Contrariando a tendência tradicional, foi o sector dos escritórios que captou mais investimento: representou 46% do total investido, cerca de 440 milhões de euros. Foi neste segmento, aliás, que se registou a maior operação, com a aquisição do Campus da Justiça, na zona do Parque das Nações. A Caixa Geral de Depósitos terá encaixado 223 milhões de euros com esta alienação.

O mercado de retalho concentrou um volume significativo do investimento, 43%, mais de 300 milhões. A venda dos centros comerciais AlgarveShopping e Estação Viana, alienados pela Sierra Fund à CBRE GIP é um dos mais relevantes.

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