Arrendamento

APEMIP aplaude incentivos ao arrendamento. “Só é pena que tenha demorado tanto”

Fotografia: Leonel de Castro/Global Imagens
Fotografia: Leonel de Castro/Global Imagens

Luís Lima, Presidente da APEMIP, lamenta que medidas cheguem numa altura em que "a “doença” está num estado tão avançado".

O primeiro passo está dado mas o problema não “se resolverá num ápice”. É essa a mensagem da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) em relação às medidas de incentivo e proteção do arrendamento, que foram aprovadas ontem no Parlamento.

Em comunicado enviado às redações, Luís Lima, presidente da APEMIP, sublinha que as medidas são “de louvar”, sobretudo a criação de incentivos fiscais aos proprietários que coloquem as suas casas no regime de arrendamento acessível.

“Só é pena que se tenha demorado tanto tempo a atuar”, lamenta, no entanto, o responsável.

Para o representante das imobiliárias, as medidas “pecam por tardias”, lê-se na nota.

“É preciso louvar o Governo por ter ouvido o mercado e os cidadãos e por ter finalmente assumido forte problema habitacional que tem em mãos e que exige medidas efetivas. Lamento que só agora, quando a “doença” está num estado tão avançado, tenham conseguido o consenso necessário para aprovar estas propostas, mas mais vale tarde do que nunca”.

Para Luís Lima, a criação das medidas dá um “sinal positivo” ao mercado, “mas não vamos agora acreditar que com estas medidas o problema se resolverá num ápice”.

O responsável acredita que “ainda há incentivos a explorar, nomeadamente no que diz respeito à renovação do stock habitacional acessível”.

Luís Lima diz ainda que os proprietários vão precisar de tempo para ganhar confiança e “continuarão a colocar na balança as vantagens e desvantagens de colocar os seus ativos no mercado”.

Entre as medidas aprovadas ontem na Assembleia da República está a isenção de impostos sobre os rendimentos prediais para os proprietários que coloquem os imóveis neste regime, segundo o qual a renda acessível tem de ser 20% inferior ao preço de mercado, obrigando ainda a que os inquilinos não suportem uma taxa de esforço superior a 35%.

Os proprietários poderão ainda beneficiar da redução progressiva do IRS para contratos de arrendamento superiores a dois anos. A taxa de IRS, atualmente de 28%, poderá baixar até um limite de 10%.

 

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