Turismo

Medina já tem acordo para novo Centro de Congressos em Lisboa

António Costa
(D.R.)
António Costa (D.R.)

Anúncio deverá ser feito pelo presidente da câmara de Lisboa ainda em 2019. Primeiro-ministro diz que falta fechar 'números' com a Fundação AIP.

A solução para o futuro dos congressos em Lisboa está encontrada e é junto à nova FIL, no Parque das Nações, falta apenas entendimento sobre quanto e como será financiado o projeto. O anúncio foi feito ontem por António Costa e põe um ponto final às dúvidas que permaneciam relativamente ao modelo que irá ser desenhado para assegurar eventos de grande capacidade em Lisboa, como a Web Summit, mas não só.

“O Turismo de Congressos é crucial para o nosso País e espero que muito brevemente a cidade de Lisboa esteja em condições de poder avançar, ou melhor, concretizar, um projeto há muito ambicionado, muitas vezes discutido mas que tem finalmente as vontades todas alinhadas e é só chegar àquela fase, sempre difícil, que é discutir quanto cabe a cada um para se poder alcançar este objetivo”, disse ontem o governante, que foi convidado pela Confederação do Turismo de Portugal a despir a pele de primeiro-ministro e a vestir a de secretário-geral do Partido Socialista para falar sobre o futuro da indústria do Turismo.

No debate atentamente seguido pelos presidentes e gestores dos maiores grupos hoteleiros nacionais, operadores turísticos, associações e companhias aéreas, como a TAP, Costa não levantou o pano em relação à solução que foi encontrada mas, à margem do evento, o primeiro-ministro revelou que “a solução está encontrada e é junto à nova FIL. O que falta discutir são os pormenores”, disse Costa. Mais novidades só esperando por Fernando Medina que, pelas indicações “antes do fim do ano anunciará a solução”.

O resultado do acordo deverá permitir cumprir a obrigação assumida perante a Connected Intelligence Limited (CIL), empresa que organiza a Web Summit, de ter mais espaço para receber o evento. Ficou claro, em outubro de 2018, aquando do anúncio, que mais espaço iria traduzir-se na expansão da FIL, no Parque das Nações. Mas ao longo dos meses tornou-se evidente o desconforto da Câmara em relação a este modelo tendo havido, como noticiou o Expresso, um envolvimento direto do presidente na busca por uma solução alternativa ou complementar ao projeto que chegou a ser anunciado pela FIL e que prevê uma duplicação para um mínimo 90 mil metros quadrados (m2) dos espaços de exposição permanente, até 2021. A par destas negociações, Paddy Cosgrave, CEO da Web Summit mostrou através das redes sociais que estava em Portugal para procurar locaçizações alternativas para albergar o grande evento de tecnologia, demonstração que foi recebida em Portugal como uma forma de pressão perante as indecisões de Lisboa.

No final de maio, a diretora da Associação de Turismo de Lisboa avançou mesmo ao Dinheiro Vivo que via com bons olhos a possibilidade de um novo grande centro de congressos. Mas não escondia que “o principal desafio é ter um espaço apto para receber eventos associativos e corporate para mais de seis mil pessoas, que tenha as infraestruturas adequadas e uma boa acessibilidade à hotelaria. Esta é uma lacuna na competitividade de Lisboa relativamente a cidades concorrentes, nomeadamente, Viena, Barcelona, Paris, Londres, Madrid, Estocolmo, Berlim, Amesterdão e Praga, que já investiram em equipamentos com esta dimensão e polivalência”.

O Dinheiro Vivo contactou a ATL e a CML mas não obteve resposta até ao fecho desta edição. A Fundação AIP optou por não prestar quaisquer comentários.

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