Câmara de Lisboa

Medina quer passes a 40 euros na Grande Lisboa

Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, a bordo de um autocarro da Carris.
(Diana Quintela/ Global Imagens)
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, a bordo de um autocarro da Carris. (Diana Quintela/ Global Imagens)

O presidente da Câmara de Lisboa já entregou dossier ao Governo para um novo sistema de passes na capital e área metropolitana.

Fernando Medina quer fazer, no próximo ano, uma revolução no preço dos transportes na área metropolitana de Lisboa. De acordo com a edição deste sábado do semanário Expresso, o presidente da Câmara da capital adianta que já propôs ao Governo que inclua no próximo Orçamento do Estado verbas para um novo sistema de passes com um custo máximo de 30 euros por mês dentro da cidade e de 40 euros para circular nos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML).

O custo total da medida está avaliado em 65 milhões de euros por ano. O autarca justifica a necessidade de baixar os preços dos passes na região de Lisboa. “Se pensarmos que alguém que mora em Sintra e trabalha em Lisboa pode pagar entre €80 e €140 por mês, percebemos que a decisão racional é vir de carro. Os números demonstram isso: os passes que custam acima de €70 atingem 32% da população que está abrangida pelo sistema de passes, mas só representam 5% das vendas e só são comprados por 1% da população”, sublinha Fernando Medina.

O presidente da Câmara de Lisboa até já tem uma solução para a verba necessária. “Não é uma melhor resposta aos problemas estruturais do país aprovar esta transformação da utilização do sistema público de transportes do que reduzir dois cêntimos no adicional ao imposto sobre combustíveis (ISP), que porventura nem sequer vai ser sentido no bolso de ninguém?” E remata: “Qual é o sentido de o país gastar 150 ou 180 milhões diminuindo em dois cêntimos o adicional do ISP, se pode fazer esta transformação estrutural?”

O autarca da capital reconhece ao Expresso que as negociações com o Governo estão a decorrer e que ainda não falou nem com o PCP nem com o Bloco de Esquerda para garantir o suporte a esta medida, mas acredita que vai ter o apoio “a esta proposta verdadeiramente transformadora do sistema de mobilidade em Lisboa.”

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