Hotelaria

Menos estrangeiros provocam queda nas dormidas em agosto

Ribeira do Porto. (Fotografia: Amin Chaar/ Global Imagens)
Ribeira do Porto. (Fotografia: Amin Chaar/ Global Imagens)

Apesar do aumento dos hóspedes em agosto, o número de dormidas recuou, sobretudo devido aos não-residentes, que pernoitaram menos 4,9%.

Os estabelecimentos hoteleiros nacionais acolheram 2,5 milhões de hóspedes no mês de agosto, uma subida de 0,4% face ao período homólogo de 2017. O mesmo não se verificou nas dormidas, que desceram 1,9%, para 7,7 milhões, de acordo com dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Os portugueses continuam a ir para fora cá dentro: em agosto, o número de dormidas dos residentes cresceu 4,4% em comparação ao mesmo mês do ano passado e 2,2% face a julho. No total, o mercado interno contribuiu com 2 725,8 de dormidas.

Já as dormidas de não residentes voltaram a recuar para 5 002,3, o que representa uma desaceleração de 4,9% em relação a agosto do ano anterior e de 4,5% face ao verificado no mês passado.

Ingleses recuam

Os turistas britânicos, que são os que têm mais peso no total das dormidas de estrangeiros (20,2%) em Portugal, decresceram 12,3% em agosto. Considerando os primeiros oito meses do ano, este mercado já encolheu 9,4%.

Em terreno negativo, as dormidas de hóspedes espanhóis recuaram 1,1%. Em terceiro e quarto lugares, o mercado francês e alemão registaram reduções de 8,1% e 8,9%, respetivamente.

No mesmo mês, os mercados norte-americano (+27,9%), canadiano (+20,9%) e brasileiro (+15,6) tiveram as melhores prestações em termos de crescimento, mas não o suficiente para compensar as quebras dos europeus.

A taxa líquida de ocupação por cama situou-se em 73,8%, traduzindo-se num recuo de 2,0 pontos percentuais (pp). As taxas mais elevadas verificaram-se no Algarve (81,1%) e Madeira (80,1%), as regiões mais expostas à concorrência dos países da Bacia do Mediterrâneo.

Cada turista realizou, em média, uma estadia de 3,13 noites, menos 2,2% do que no ano anterior, sobretudo devido aos não-residentes, que pernoitaram menos 3%. A estada dos residentes, por sua vez, aumentou 0,3%.

Norte e Alentejo escapam a queda

Em agosto, a maior desaceleração notou-se nos estabelecimentos hoteleiros da Madeira e Centro, cujas dormidas desceram 5% e 4,1%, respetivamente. Já o Norte (+2,5%) e os Açores (0,1%), pelo contrário, foram as únicas regiões que mantiveram uma evolução positiva.

Porém, segundo o INE, nas dormidas de não residentes registaram crescimentos apenas no Norte (+2,7%) e Alentejo (+0,5%).

Em termos de proveitos, os estabelecimentos hoteleiros arrecadaram 522,5 milhões de euros, mais 3,5% do que no mesmo período de 2017, embora a um ritmo ligeiramente abaixo do mês passado (-1,9 pp).

Também os proveitos de aposento cresceram 3,5% face ao ano passado, ascendendo a 408,4 milhões de euros, uma descida de 2,7 pontos percentuais comparativamente a julho.

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) foi de 90,2 euros em agosto, resultando num aumento de 2,7% face a 2017 e de 5,2% em relação a julho. Neste indicador, O Algarve registou o RevPAR mais elevado (129,3 euros), embora sejam de destacar os crescimentos nos Açores (7,7%) e Norte (6,3%).

Contas feitas, de janeiro a agosto, os hóspedes aumentaram 1,4%, enquanto as dormidas recuaram 0,5%. Nos primeiros oito meses do ano, as pernoitas de residentes aumentaram 3,7% e as de não residentes apresentaram um decréscimo de 2,2%, segundo o gabinete de estatísticas nacional.

No que toca ao tipo de estabelecimentos, as dormidas em hotéis (66% do total) abrandaram 1,0%, embora nas restantes tipologias destacam-se os aumentos em apartamentos turísticos e pousadas (1,8% e 1,5%, respetivamente).

*Última atualização às 12:40 com mais informação.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
5G_2

5G: Anacom arranca já com consulta. Leilão será em abril

5G_2

5G: Anacom arranca já com consulta. Leilão será em abril

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, conversa com o primeiro-ministro indigitado, António Costa, durante uma audiência para apresentação da lista de nomes propostos para secretários de Estado do XXII Governo Constitucional, no Palácio de Belém, em Lisboa, 21 de outubro de 2019. RODRIGO ANTUNES/LUSA

Primeira reunião do novo governo marcada para sábado a seguir à tomada de posse

Outros conteúdos GMG
Menos estrangeiros provocam queda nas dormidas em agosto