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Menos horas de trabalho nas bolsas para atrair mais mulheres

REUTERS/Simon Dawson
REUTERS/Simon Dawson

Há poucas mulheres a trabalhar no setor e uma melhor qualidade de vida poderá ser a solução.

Reduzir os horários das bolsas e assim atrair mais mulheres. A possibilidade está a ser estudada por entidades bancárias e de gestão de ativos como uma forma de melhorar a qualidade de vida e talvez assim conseguir reforçar o setor com mais mulheres, que são uma minoria nesta área.

O Financial Times escreve que quem está nas bolsas considera que há uma cultura agressiva e que torna difícil recrutar e reter mulheres. Na Europa, as bolsas estão em funcionamento entre as 8:00 e as 16:30. Porém, muitas vezes começa-se a trabalhar mais cedo e a saída dá-se já depois do fecho das bolsas. A solução poderá passar por abrir os mercados uma hora mais tarde e terminar uma hora mais cedo.

Esta é uma ideia que ainda está numa fase inicial de elaboração. “Apoiamos propostas que encorajem práticas laborais mais flexíveis no mercado europeu de negociação de ações”, salientou ao Financial Times Simon Lewis, diretor da Associação para os Mercados Financeiros na Europa. Acrescentou que os membros da associação irão ser consultados sobre esta possibilidade.

A eventual redução de horário não será apenas uma forma de talvez ter mais mulheres a trabalhar, mas irá beneficiar também os homens, permitindo um maior equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. É referido o exemplo de como empregos nos quais a pressão é muito elevada, como é caso para quem trabalhar nas bolsas, poderá levar a problemas psicológicos, sendo considerado que os homens têm menos probabilidade de pedir ajuda.

O governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, salientou que o setor financeiro “ainda não oferece o suficiente às mulheres” e que a ausência em cargos mais importantes é “uma enorme oportunidade perdida”.

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