Setor Automóvel

Mercado automóvel português com “maior queda da Europa” em junho

Helder Pedro, secretário-geral da ACAP.
Fotografia: ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
Helder Pedro, secretário-geral da ACAP. Fotografia: ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Quem o diz é a ACAP, que pede medidas de relançamento do setor.

O mercado automóvel português registou em junho “a maior queda da europa”, com uma descida de 56,2% nos veículos ligeiros de passageiros, divulgou hoje a ACAP, alertando para a necessidade de medidas de relançamento do setor.

Em comunicado, a ACAP – Associação Automóvel de Portugal refere que, “com a publicação dos dados sobre o mercado automóvel, na Europa, constata-se que o mercado automóvel em Portugal teve a maior queda percentual, neste mês [junho], em toda a Europa”.

Em maio, “o mercado português tinha tido a segunda maior queda percentual, mas em junho com uma descida de 56,2%, nos veículos ligeiros de passageiros, esta foi a maior queda a nível europeu”, acrescenta a ACAP.

“É de salientar que Portugal teve a maior descida de mercado não só entre os países da União Europeia, mas também entre os países da EFTA e Reino Unido”, adianta.

França, “com o lançamento de um plano de apoio do Governo, no passado dia 01 de junho, teve já um ligeiro crescimento de 1,2% neste mês”, aponta a ACAP.

No mês passado, o mercado de veículos ligeiros de passageiros na União Europeia caiu 22,3% face ao mês homólogo e no semestre o mercado teve um decréscimo de 38,1%, impactado pela pandemia de covid-19.

“Face a estes valores, a ACAP continua a insistir, junto do Governo Português, para que sejam tomadas medidas de relançamento do setor automóvel no nosso país, a exemplo do que está a acontecer por toda a Europa”, sublinha.

“Se estas medidas não forem, rapidamente, implementadas iremos ter graves consequências ao nível do tecido empresarial do setor automóvel”, alerta.

O setor automóvel, segundo a ACAP, representa 19% da economia (PIB), um quarto do total das exportações de bens transacionáveis, 3,5% do emprego e mais de um quinto (21%) das receitas fiscais.

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