Itália

Merkel: Portugal recuperou confiança e é exemplo para Itália

Angela Merkel continua em alta
Angela Merkel continua em alta

A chanceler alemã, Angela Merkel, deu hoje Portugal como exemplo de
um país que recuperou a confiança dos mercados por ter implementado de
forma apropriada as medidas de austeridade firmadas com a ‘troika’.

Questionada
em Bruxelas sobre o corte de ‘rating’ de hoje da agência de notação
financeira Moody’s à Itália, a chanceler deu Portugal como exemplo de
um país que voltou a ganhar a “confiança dos mercados” após sucessivas
descidas de ‘rating’.

“Todos os países europeus voltarão a ter
confiança, vimos isso no caso de Portugal, se as medidas forem
genuinamente implementadas”, considerou a chanceler.

A Moody’s cortou na terça-feira o ‘rating’ da Itália em três níveis, de Aa2 para A2.

Merkel,
que falava hoje numa conferência de imprensa conjunta com o presidente
do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, disse que a Zona Euro tem de sair
da actual crise financeira com mais força: “No futuro vamos precisar de
mais Europa”, sustentou.

A chanceler apelou também, como havia
feito antes em conferência com o presidente da Comissão Europeia, Durão
Barroso, ao alargamento do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira
(FEEF), uma questão de “solidariedade europeia” e uma medida necessária
para que todos os Estados-membros “ponham a sua casa em ordem”.

Questionada
sobre os passos a seguir numa eventual ratificação da banca, Merkel
apontou três cenários: um primeiro, onde os próprios bancos assumem o
processo; um segundo, quando os bancos não o consigam fazer, que passe
pelo uso de fundos disponibilizados pelo Estado; e um terceiro, quando
o país em concreto estiver em dificuldades e a “estabilidade do euro
estiver em perigo” e em que entra em cena o FEEF.

Eventuais
alterações ao Tratado de Lisboa para melhorar o funcionamento da Zona
Euro e aumentar a confiança dos mercados foram também novamente
admitidas pela chanceler.

“Só porque foi difícil ratificar o
Tratado de Lisboa não quer dizer que nas próximas três décadas não
possamos mudar nada”, declarou.

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