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Metade dos hotéis previstos para 2018 nunca chegaram a abrir

Lisboa , 14/03/2019 - Realizou-se esta na FIL a 31ª  BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa 2019
Cristina Siza Vieira
( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )
Lisboa , 14/03/2019 - Realizou-se esta na FIL a 31ª BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa 2019 Cristina Siza Vieira ( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )

Taxa de mortalidade dos projetos é elevada e esta não é uma realidade de hoje. Cristina Siza Vieira aponta para concretização de apenas 43% este ano

Metade dos projetos de novos hotéis morreram na praia. No ano passado, a Associação da Hotelaria de Portugal antecipou a abertura de 61 novas unidades hoteleiras em Portugal. Mas feitas as contas, diz Cristina Siza Vieira, só abriram 26.

Os números da AHP mostram que a região de Lisboa é aquela onde as concretizações foram menores. Das 29 previsões para abertura só avançaram 12. Muitos dos projetos nunca chegam a sair do papel mas há outros que acabam por ser adiados para anos seguintes.

Só a cidade de Lisboa, recebeu 10 novas aberturas em 2018. No entanto, a previsão inicial da Associação, feita com base na informação prestada pelos seus associados, apontava para um total de 25 novas unidades. Na cidade do Porto eram 10, mas só avançaram 5.

O mesmo aconteceu com remodelações. A indicação levantada pela AHP apontava para 23 requalificações de unidades existentes, mas apenas 13 avançaram para obras.

Esta não é uma realidade que esteja circunscrita a 2018. Para este ano, estima Cristina Siza Vieira, presidente-executiva da AHP, a previsão de 65 novas unidades dificilmente se cumprirá. “Tendo e conta a taxa de mortalidade de 2018, a concretização será de 43%”, realçou a responsável, na apresentação do Balanço do Turismo em 2018 e Perspetivas para 2019, uma iniciativa que está a decorrer na Bolsa de Turismo de Lisboa.

Durante este evento, Siza Vieira adiantou ainda que há uma preocupação crescente dos hoteleiros com a saída do Reino Unido da União Europeia. Ainda assim, o Brexit apenas deverá levar a uma quebra do número de turistas que visitam o Algarve, pela indicação prestada pelo Hotel Monitor, ferramenta estatística da AHP.

“Este ano continuaremos a crescer, mas já não estamos a crescer a dois dígitos e ainda bem porque já não teríamos capacidade”, afirmou a responsável.

Cristina Siza Vieira realçou ainda que a hotelaria portuguesa tem vindo a mostrar bons números, no entanto, este crescimento, que te vindo a ser apontado ao longo dos últimos dez anos, apenas foi efetivo entre 2014 e 2018.

Para 2019, a AHP antecipa uma melhoria da receita obtida por quarto, ainda que possa haver uma ligeira quebra no número de hóspedes.

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