Metalurgia. "Confinamentos extremados não resolvem nada, só agravam o problema"

Instado a comentar o anúncio de um novo confinamento geral no país, o vice-presidente da AIMMAP destaca como positiva, para as crianças e para as empresas, a decisão do Governo de manter as escolas a funcionar

A AIMMAP - Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal acredita que os confinamentos extremados "matam mais do que a pandemia, a médio e longo prazo" e que o país, que "não fez o trabalho de casa de forma eficaz", estando há muitos anos a "gerir dívida em vez de gerar poupança", "não tem meios" para apoiar os setores que vão ser obrigados a fechar. Instado a comentar o anúncio de um novo confinamento geral a partir das 0h00 da próxima sexta-feira, Rafael Campos Pereira, vice-presidente da associação, destaca como positivo o facto de as escolas se manterem em funcionamento.

"Se para o setor se mantém tudo como no confinamento anterior, com a atividade industrial a funcionar normalmente, há uma situação que nos parece importante que é a da abertura dos estabelecimentos de ensino, o que é bom para as crianças e os jovens, mas é fundamental, também, para a economia, porque, se as escolas encerram, há um dos pais que tem de ficar em casa, o que é um constrangimento para as empresas", sublinha.

No caso específico das metalúrgicas e metalomecânicas, Rafael Campos Pereira sublinha que "não tem havido surtos nenhuns" de covid nas empresas, pelo que estas "continuam e continuarão a ser espaços de segurança". Mas nem tudo foi claro na comunicação do primeiro-ministro, considera o também vice-presidente da CIP, para quem a referência de António Costa ao teletrabalho obrigatório foi "ambígua e vaga". Rafael Campos Pereira espera que isso "não prejudique a interpretação das autoridades nem gere falsos receios nos trabalhadores" cujos postos não são passíveis de serem exercidos à distância.

O vice-presidente da AIMMAP considera "positiva" a garantia dado pelo Governo de que irá apoiar os negócios que irão ficar parados, mas lembra que "muitos deles têm vindo a ser destruídos lentamente ao longo dos últimos 12 meses". Por fim, Rafael Campos Pereira "estranha" que não haja, ainda, diploma para entrar em vigor "quando estamos a pouco mais de 24 horas" do arranque deste novo confinamento geral no país.

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