Mexia: “Não faz sentido aumentar mais os impostos sobre o privado”

EDP de Mexia teve lucros de 335 milhões
EDP de Mexia teve lucros de 335 milhões

O presidente da EDP, António Mexia, defendeu hoje que a alternativa ao corte de subsídios na Função Pública, considerada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional em julho, não deve passar pela retirada de um dos subsídios aos
trabalhadores do privado em 2013.

Admitindo que o chumbo do Tribunal Constitucional (TC) à
suspensão do pagamento dos subsídios de férias ou de Natal aos
funcionários públicos e aposentados “vem colocar pressão em
arranjar soluções”, António Mexia defendeu que “a
solução de mais impostos sobre o sector privado não faz sentido”.

À margem da formalização do acordo entre a EDP e o China
Development Bank, no valor de 1.000 milhões de euros, o presidente
da elétrica realçou que “uma das bases do programa de
reestruturação da economia portuguesa é justamente libertar
recursos do Estado para a economia privada”.

“Não se pode comparar o que é redução de custos, que
resultava das medidas anteriores, com o que seria um aumento de
receitas. Não são coisas iguais”.

Depois do chumbo do TC ao corte dos dois subsídios aos
funcionários públicos e pensionistas a partir de 2013, o Governo
terá de apresentar medidas específicas no orçamento para 2013, que
produzam resultados semelhantes ao corte dos subsídios, na ordem dos
dois mil milhões de euros.

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