Milionários portugueses aumentam 11% na pior recessão desde 1975

Américo Amorim detém a maior fortuna
Américo Amorim detém a maior fortuna

Há mais multimilionários no mundo e estes
estão cada vez mais ricos. Portugal não é exceção. Além do
número de “super-ricos” ter aumentado, o montante das suas
fortunas também cresceu no último ano, deixando o país bem
colocando entre o resto da Europa, apesar de a economia portuguesa
ter sofrido no ano passado a mais profunda recessão desde 1975. As
conclusões fazem parte do “Relatório de Ultra Riqueza no Mundo
2013” divulgado ontem pela consultora Wealth-X e pelo banco suíço
UBS.

Os portugueses não gostam dos ricos? Leia aqui

Contas feitas, o número de multimilionários
em Portugal, ou seja com fortunas superiores a 25 milhões de euros,
aumentou 10,8% para 870 pessoas no último ano. São mais 85
“afortunados” do que os 785 registados em 2012. Este crescimento
de dois dígitos foi maior do que a média europeia (8,7%) e permitiu
a Portugal ter o sexto maior crescimento de “super-ricos” na
Europa, sendo apenas ultrapassado pela Suíça (13,1%), Alemanha
(13%), Roménia (12%), Sérvia (11,1%) e pela Grécia (11,1%), país
que está numa situação económica mais grave que Portugal.

Leia também: Os porcos e os ricos. Onde são parecidos

Mas não foi apenas o número de
multimilionários portugueses que cresceu, o montante do seu
património também aumentou.

De acordo com o relatório, o valor das
fortunas dos “super-ricos” nacionais cresceu 11,1%, passando de
90 para 100 mil milhões de dólares (de 67 para 75 mil milhões de
euros). Novamente, o crescimento da riqueza em Portugal foi superior
ao da média europeia (10,4%) e o nono maior, sendo superado pela
Roménia (21,4%), Grécia (20%), Áustria e República Checa (16,7%),
Suíça (14,5%), Alemanha (14,4%), Hungria (12,5%),e pela Bélgica
(11,8%).

Estes números permitem a Portugal ocupar a
décima segunda posição num ranking de 30 países europeus com mais
multimilionários e com as maiores fortunas. Os países europeus com
mais multimilionários são a Alemanha (17.820), o Reino Unido
(10.910), a Suíça (6330), a França (4490) e a Itália (1625).
Paralelamente, é nestes países que estão concentrados as maiores
fortunas.

Analisando apenas os três primeiros lugares do
pódio, os alemães têm um património de 2,35 biliões de dólares
(1,75 biliões de euros), seguidos pelos britânicos com 1,38 biliões
de dólares (1,02 biliões de euros), e pelos suíços com 750 mil
milhões de dólares (559 mil milhões de euros).

O relatório revela ainda as 10 cidades
europeias com mais “super-ricos”. Apesar deste ranking ser
liderado por Londres, com 6360 multimilionários, a Alemanha volta a
dominar ao contar com três cidades: Munique (1740), Dusseldorf
(1420), Hamburgo (1380) e Frankfurt (1310).

A nível global, o relatório da consultora e
do banco suíço confirma que, ao contrário do Sol, a crise quando
nasce não é para todos. Em todo o mundo existem atualmente 199.235
multimilionários, mais 6,3% ou quase mais 12 mil “super-ricos”
que há um ano, com uma riqueza total de quase 27,8 biliões de
dólares (20,7 biliões de euros), o equivalente a 40% do Produto
Interno Bruto (PIB) mundial.

O estudo revela ainda que o crescimento no
último ano foi maior na América do Norte e na Europa (com mais 10
mil multimilionários) e um aumento total do valor das fortunas. Em
sentido inverso, a desaceleração nos mercados emergentes levou a
uma queda do número de “super-ricos” na China e Brasil. A
análise por género demonstra que a fortuna das mulheres foi
maioritariamente herdada, enquanto que os homens construíram a sua
própria riqueza.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Imagem de 2016 sobre as filas no atendimento para obter o passe do Metro, esta tarde na estação do Campo Grande em Lisboa. 
( Pedro Rocha / Global Imagens )

Passe Família já pode ser pedido. Mas prepare-se para a burocracia

Imagem de 2016 sobre as filas no atendimento para obter o passe do Metro, esta tarde na estação do Campo Grande em Lisboa. 
( Pedro Rocha / Global Imagens )

Passe Família já pode ser pedido. Mas prepare-se para a burocracia

Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

Programa Regressar arranca. Governo dá incentivo até 6500 euros a emigrantes

Outros conteúdos GMG
Milionários portugueses aumentam 11% na pior recessão desde 1975