Justiça

Ministério Público evita prescrição de processos contra o BES

Ricardo Salgado, ex-presidente do BES, à saida do Tribunal Central de Instrução Criminal para uma audição no âmbito da Operação Marquês.  Fotografia: Manuel de Almeida / Lusa
Ricardo Salgado, ex-presidente do BES, à saida do Tribunal Central de Instrução Criminal para uma audição no âmbito da Operação Marquês. Fotografia: Manuel de Almeida / Lusa

Dois inquéritos relativos a queixas de lesados do BES foram autonomizados do processo principal e constituídos novos arguidos

O Ministério Público interrompeu esta segunda-feira a prescrição de dois inquéritos integrados no caso Grupo Espírito Santo (GES), que resultaram de queixas de clientes lesados do Banco Espírito Santo. Os dois inquéritos, que estavam anexados ao processo principal do caso GES, corriam o risco de prescrição em março e foram autonomizados, com a classificação de “urgentes e prioritários”.

A notícia é avançada esta terça-feira pelo Correio da Manhã, que dá conta que, em causa, está a suspeita da prática do crime de falsificação de documento, dado que os dois inquéritos são relativos a prejuízos avultados de clientes lesados em produtos financeiros do BES. Para travar a prescrição destes inquéritos, foram constituídos arguidos os gestes desses produtos financeiros, funcionários bancários do antigo Banco Espírito Santo, e autonomizados os processos, adianta, ainda, o jornal.

Em causa está a subscrição de ações preferenciais do BES, com capital e juros garantidos e com prazo definido. Mas o BES terá, depois, canalizado o dinheiro dos clientes para o pagamento da dívida das empresas do GES, e, com o colapso do grupo, os clientes não recuperaram o capital investidor.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Biedronka assegura 68% das vendas; Pingo Doce 24%

Jerónimo Martins vai impugnar coima de 24 milhões na Polónia

Parque Eólico

EDP Renováveis vende sete parques eólicos à Finerge em Espanha

Luís Máximo dos Santos é presidente do Fundo de Resolução.

Fundo de Resolução diz que comprador da GNB tinha a proposta “mais atrativa”

Ministério Público evita prescrição de processos contra o BES