Greve dos motoristas

Ministério Público investiga transportadoras de mercadorias

Camiões parados na sede da Companhia Logística de Combustíveis (CLC), em Aveiras de Cima, durante a greve por tempo indeterminado dos motoristas de matérias perigosas e de mercadorias. (MÁRIO CRUZ/LUSA)
Camiões parados na sede da Companhia Logística de Combustíveis (CLC), em Aveiras de Cima, durante a greve por tempo indeterminado dos motoristas de matérias perigosas e de mercadorias. (MÁRIO CRUZ/LUSA)

Sindicato das Matérias Perigosas alega que sector de transporte de mercadorias comete fraude anual de "300 milhões". Antram diz que desconhece casos.

O Ministério Público abriu uma investigação à queixa-crime apresentada pelo SNMMP – Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas contra as transportadoras de combustíveis. Em causa, estão suspeitas de fraude fiscal.

A investigação foi iniciada há duas semanas, depois de a queixa ter sido apresentada junto da Polícia Judiciária, adianta esta sexta-feira o jornal Público. Na altura, Francisco São Bento, presidente do SNMMP, alegou que existe uma “fraude fiscal de cerca de 300 milhões de euros anuais” no “setor dos transportes em geral”.

A Antram, a associação de empresas de transporte de mercadorias, diz que não tem “conhecimento objetivo de situações de fraude ou fuga ao fisco ou Segurança Social como as que foram alegadas”; a existir terão “forçosamente uma dimensão muito reduzida e pontual” e serão “sempre a exceção e não a regra, ao contrário do que pretendem inculcar os queixosos”, acrescenta a associação.

Desde o início do ano, a ACT – Autoridade para as Condições do Trabalho – já realizou mais de 600 inspeções a transportadoras de mercadorias (não apenas de combustíveis) e, das mais de 370 ações de fiscalização já concluídas, decidiu fazer cinco participações-crime, detalhou o Ministério Público ao mesmo jornal.

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