Trabalho

Ministra destaca descida do desemprego e afasta revisão de previsões para 2020

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho. JOÃO RELVAS/LUSA
A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho. JOÃO RELVAS/LUSA

A taxa de desemprego do conjunto de 2019 fixou-se nos 6,5%, apesar de uma deterioração dos números no último trimestre.

A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, destacou esta quarta-feira a diminuição da taxa de desemprego anual para 6,5%, referindo não haver razão para alterar previsões para 2020.

“É o valor mais baixo desde 2003 e demonstra bem esta capacidade que houve ao longo dos últimos quatro anos de criação de emprego e de diminuição do número de pessoas desempregadas”, disse hoje a governante aos jornalistas no final de uma reunião bilateral com a UGT.

“Em termos globais temos uma diminuição de 7% de pessoas desempregadas em 2019 e também um aumento de 1% das pessoas que estão a trabalhar, o que demonstra que tem havido capacidade de evolução do crescimento económico e esta capacidade de criação de emprego que também tem tradução na sustentabilidade da Segurança Social, porque temos cada vez mais pessoas a contribuir para o sistema da Segurança Social”, disse.

Nos últimos quatro anos, referiu, foram mais 758 mil pessoas com contribuições e quotizações para a Segurança Social e por isso “cada vez mais pessoas a contribuir para o sistema”.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego do conjunto de 2019 ficou 0,5 pontos percentuais abaixo da de 2018, fixando-se nos 6,5%, uma décima acima das previsões do Governo.

No entanto, segundo Ana Mendes Godinho, “não há razões para alterar previsões”, o objetivo é “criar respostas para formação, reconversão e capacitação”.

“Continuar a apostar na capacidade de criação de emprego e dinamização da economia e acima de tudo criar formas de responder às populações mais vulneráveis com alguns programas especiais” é o objetivo, disse a ministra referindo-se aos programas destinados aos desempregados de longa duração, jovens, inscrição de estrangeiros na Segurança Social e ao incentivo à fixação de trabalhadores no interior.

A taxa de desemprego foi de 6,7% no quarto trimestre de 2019, mais 0,6 pontos percentuais face ao trimestre anterior e igual ao trimestre homólogo, fixando-se em 6,5% no conjunto do ano, divulgou hoje o INE.

No quarto trimestre do ano passado, a população desempregada foi estimada em 352,4 mil pessoas e aumentou 9,0% (29,0 mil) em comparação com o trimestre anterior e 0,9% (3,3 mil) em relação ao trimestre homólogo de 2018.

Já a população empregada (4.907,6 mil pessoas) diminuiu 0,8% (40,2 mil) em relação ao trimestre anterior e aumentou 0,5% (24,6 mil) em relação ao homólogo.

A taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) situou-se em 19,5%, mais 1,6 pontos percentuais e menos 0,4 pontos percentuais do que nos trimestres anterior e homólogo, respetivamente.

A proporção de desempregados à procura de emprego há 12 e mais meses (longa duração) foi 47,8%, menos 4,6 pontos percentuais do que no trimestre anterior e igual ao do trimestre homólogo.

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