Agroalimentar

Ministro da Agricultura quer novos mercados para exportações agroalimentares

O ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, diz que o objetivo para 2017 é aumentar os mercados de exportação dos produtos agroalimentares

O ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, afirmou esta quarta-feira que o objetivo para 2017 é aumentar os mercados de exportação dos produtos agroalimentares, que somaram 20 novos destinos no último ano.

“Estamos em negociação aberta com 55 países a que correspondem 199 diferentes produtos, de origem animal e de origem vegetal. E no último ano abrimos outros 20 novos mercados para 62 produtos”, informou o governante aos jornalistas, no decorrer de uma visita ao SISAB – Salão Internacional do Setor Alimentar e Bebidas.

Face a estes números, Capoulas Santos afirmou o “objetivo ambicioso” de em 2017 ultrapassar o total de duas dezenas de novas internacionalizações alcançadas.

“Eu gostaria muito que no final do ano, todos [os processos] pudessem estar concluídos, provavelmente este é um objetivo ambicioso. Mas o objetivo principal é superar o número de mercados abertos no ano anterior: mais de duas dezenas”, resumiu.

O ministro referiu que a agricultura hoje em dia “exporta mais do que o resto da economia”: “No último ano, o complexo agroalimentar superou mesmo o setor emblema, em termos de crescimento, o turismo. É um setor que cresce acima do resto da nossa economia e em que o volume das exportações cresce a bom ritmo”.

Entre processos finalizados mais recentemente estão exportações de uva de mesa para o Brasil, citrinos para a Costa Rica, carne de aves e laticínios para a Índia e farinhas de carne, maçã e pera para o Peru.

Em cinco anos, o ministro espera equilibrar a balança comercial agrícola, em valor, pelo que terá de ser anulado um défice que “anda à volta de 2.800 milhões anuais”.

O ministro recordou as dificuldades sentidas nomeadamente na área do vinho, devido “a um dos principais clientes, Angola, fruto das suas condições económicas atuais reduziu substancialmente as importações”.

“Mas em contrapartida, conseguimos aumentar as nossas exportações para outros mercados dentro e fora da Europa. Só na União Europeia as exportações de vinho subiram mais de 3%”, exemplificou.

A 22.ª edição do SISAB junta mais 60 empresas, num total de 511 empresas de 28 setores de atividades, que representam 12% das exportações nacionais.

 

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