OE2020

Ministro garante “aposta fortíssima na produção de hidrogénio verde” em Sines

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes. MÁRIO CRUZ/LUSA
O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes. MÁRIO CRUZ/LUSA

O Ministro do Ambiente e da Ação Climática está hoje no Parlamento a responder às questões dos deputados.

O Ministro do Ambiente reforçou esta terça-feira que o Governo tem como meta instalar “um grande projeto de produção de gases para a indústria a partir de Sines”.

A garantia foi dada por Matos Fernandes durante a audição pela Comissão de Orçamento e Finanças, no âmbito das medidas do Ministério do Ambiente que constam no Orçamento do Estado para 2020.

Questionado sobre as ambições do Governo no que toca ao aumento da produção de energias renováveis, Matos Fernandes sublinhou que Sines já é um “importante polo energético”, graças à refinaria, à central a carvão e ao porto, que é “vocacionado para o transporte de energia”, e que deve continuar a sê-lo, “mas agora de energia verde e limpa”.

O Ministro afirmou que será feita uma “aposta fortíssima na produção de hidrogénio verde” a partir de Sines, num projeto que está “para já” a avançar em conjunto com a Holanda, mas no qual poderão ser envolvidos outros países. O Ministro considerou que Portugal tem “condições para ser o maior produtor da Europa” devido à “vantagem de preço”.

Em resposta às questões dos deputados, Matos Fernandes adiantou ainda que a política do Executivo no que toca às renováveis vai “além da continuidade”, sendo antes de “reforço”.

“Temos 1,3 GW de produção de energia a partir do solar. Para cumprir os objetivos da década temos de chegar a oito ou nove GW. Foi lançado um leilão de 1,8 GW e vamos lançar mais dois este ano. Iremos cada vez mais além. A intermitência das fontes renováveis obriga a que o armazenamento de eletricidade por elas produzida tenha de crescer e, por isso, os leilões têm de passar a incluir o armazenamento”, sublinhou o governante.

Matos Fernandes lançou ainda uma farpa ao último Governo liderado por Passos Coelho, que não acabou com “os subsídios perversos, como os de produção de eletricidade a partir de combustíveis fosseis”. No “enorme aumento de impostos do ministro Vítor Gaspar não se lembraram de ir aqui, criaram impostos sobre o trabalho e esqueceram-se deste detalhe”.

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