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Mira, Beleza, Cadilhe, Salgueiro: ex-ministros PSD defendem nuclear

Vários rostos do PSD, juntaram-se a engenheiros químicos e economistas para assinar um manifesto a favor da instalação de energia nuclear em Portugal.

A Mira Amaral, Miguel Cadilhe, Miguel Beleza ou João Salgueiro, juntam-se Alexandre Relvas, António Cardoso e Cunha, Francisco Van Zeller, Henrique Neto, Patrick Monteiro de Barros ou Pedro Sampaio Nunes – todos para exigir um debate livre e claro acerca do nuclear em Portugal

Ao todo são cinquenta as personalidades que assinaram o documento que pede para se considerar a energia nuclear como alternativa ao pesado legado energético que José Sócrates deixou.

No manifesto, e segundo a Lusa, os signatários referem que “não há nenhuma razão técnica para que em Portugal não se considere a análise da energia nuclear no estudo das diversas opções possíveis para a produção da energia elétrica”.

Miguel Beleza defendeu ao Dinheiro Vivo que “sempre encarei com algum desconforto a questão do nuclear, mas há medida que o preço do petróleo sobe, penso que pode ser uma alternativa.”

E sem dúvida que este elemento também pesou para a recolha de assinaturas, “a competitividade intrínseca desta forma de energia” e, dá-se mesmo o exemplo dos Emirados Árabes onde o preços actual da electricidade e, depois de adjudicadas centrais à coreia, se praticam “valores muito inferiores” aos do mercado ibérico”.

Por esta razão e pela demasiada morosidade do processo, “este é o momento certo” para realizar um estudo até porque, como lembra, “o tempo que a construção de infraestruturas leva é de tal maneira longo, que tem de ser agora”.

No documento é referido o desastre de Fukushima e a importância de se analisarem bem as consequências deste tipo de central, é defendida a energia enquanto bem essencial para autonomia energética: “é importante ter presente que a energia nuclear constitui a fonte primária mais importante para a produção de eletricidade na Europa, garantindo cerca de 30 por cento do seu total”.

Por essa razão, este grupo de personalidades considera que “o seu eventual abandono não pode ser decidido sob pressão das circunstâncias”.

Os signatários acrescentam que a perspetiva de “virem a ser instaladas centrais mais evoluídas e muito mais seguras também não justifica um abandono definitivo da opção nuclear”.

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