MNE preocupado com 5 a 6 mil trabalhadores portugueses em Angola

Governo quer mitigar os reflexos negativos da baixa do petróleo nas empresas e cidadãos portugueses que investem, exportam e trabalham em Angola

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) está a par que "existem cidadãos nacionais (e também de outras nacionalidades), que vivem e trabalham em Angola e que se veem confrontados com salários em atraso", manifestando a intenção de "apoiar estes trabalhadores".

A posição do MNE foi divulgada em resposta a uma pergunta do PCP sobre a situação dos trabalhadores portugueses do setor da construção em Angola, onde é referida a situação dramática de "dezenas de milhares de trabalhadores portugueses" naquele país.

O MNE refere no entanto que "de acordo com a informação prestada pelos nossos representantes diplomáticos e consulares em Angola, na área da construção civil, globalmente, as 15 maiores empresas portuguesas em Angola empregam entre cerca de 5000 e 6000 cidadãos nacionais".

Independentemente do total de trabalhadores portugueses na construção em Angola, o MNE admite que "é certo que no atual contexto" se verificam salários em atraso mas também "dificuldades na realização de transferências de salários para Portugal" por parte destes trabalhadores.

Assegurando que "o governo acompanha de forma próxima e regular (...) a situação dos cidadãos nacionais que vivem e trabalham" em Angola, o MNE aponta que "tem também seguido as medidas que o Estado angolano tem adotado para reagir à evolução em baixa do preço do barril do petróleo nos mercados internacionais", já que esta baixa "condiciona" a conjuntura angolana.

"Assim, e para apoiar estes trabalhadores, o governo continuará, à semelhança do que tem vindo a fazer, a procurar mitigar os reflexos negativos que esta baixa do preço do petróleo tem sobre empresas e cidadãos portugueses que investem, exportam ou trabalham em Angola", diz o MNE.

Assegura por fim que o executivo português "prosseguirá, pelos meios próprios o diálogo franco e estreito com as autoridades angolanas".

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