MNE: Sines “instrumental” para uma nova Rota da Seda Marítima

Ministro dos Negócios Estrangeiros defende que o Porto de Sines “será instrumental para completar a iniciativa Faixa e Rota”.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, defendeu na manhã desta sexta-feira que o Porto de Sines deve ser visto como uma infraestrutura que “será instrumental para completar a iniciativa Faixa e Rota”. O governante inaugurou a conferência “Financing Belt and Road”, que reúne no Instituto de Superior de Economia e Gestão representantes empresários da China e Portugal, fundos de investimentos e instituições multilaterais de fomento.

“Portugal ambiciona por contribuir para uma nova Rota da Seda Marítima”, afirmou o responsável dos Negócios Estrangeiros, reiterando a mensagem que tem vindo a ser veiculada pelo Governo português, que procura candidatos ao concurso internacional para um novo terminal de contentores no Porto de Sines, onde a PSA, entidade de Singapura, mantém já uma concessão.

Santos Silva destacou a localização do Porto de Sines, na confluência entre o Atlântico Norte, Mediterrâneo, e Atlântico Sul, mais relevante hoje devido ao alargamento do Canal do Panamá. Por outro lado, referiu também a ligação a Espanha, numa altura em que o Governo português lança novos concursos para a construção e modernização das ligações ferroviárias.

O ministro português elogiou a iniciativa Faixa e Rota, lançada em 2013 pelo Presidente chinês Xi Jinping, pela capacidade de melhorar as redes intra-europeias de transportes. No entanto, referiu que a participação portuguesa será feita “com respeito pelas regras de mercado e pelos padrões internacionais”.

A iniciativa Faixa e Rota refere-se ao financiamento e construção de novas infraestruturas e novas vias de transporte comercial através de eixos marítimos e terrestres a ligar Ásia, Europa, África e América Latina, cobrindo mais de 70 países com uma população total superior a quatro mil milhões de indivíduos.

O projeto chinês não tem no entanto estado isento de críticas, com preocupações sobre o propósito geoestratégico chinês levantadas no Ocidente, assim com o sobre a o modo como alguns projetos são atribuídos a empresas chinesas sem processos de adjudicação pública. Em 2017, as autoridades europeias abriram uma investigação acerca da adjudicação a construtoras chinesas de um projeto de ligação ferroviária de alta velocidade entre a Húngria e a Sérvia, na Europa central.

Na conferência desta sexta-feira participam representantes de instituições como o Banco Mundial, Banco de Desenvolvimento Asiático, Banco Europeu de Investimentos e Fundo de Cooperação e Desenvolvimento China-Países de Língua Portuguesa. Estava também prevista a presença do vice-presidente do Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas, Danny Alexander, que acabou no entanto por cancelar a participação.

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