Moçambique

Moçambique teve contração de 0,7% no primeiro trimestre

Filipe Jacinto Nyusi, Presidente de Moçambique
Fotografia: REUTERS/Carlo Allegri
Filipe Jacinto Nyusi, Presidente de Moçambique Fotografia: REUTERS/Carlo Allegri

A economia moçambicana teve um início de ano fraco, que se segue ao baixo crescimento de 2017, o mais baixo dos últimos 18 anos.

A consultora Focus Economics considerou esta quarta-feira que a economia de Moçambique teve um início de ano fraco, com uma contração no primeiro trimestre, que se segue ao baixo crescimento de 2017, o mais baixo dos últimos 18 anos.

“Os dados disponíveis apontam para um início fraco da economia este ano, que se segue ao desempenho dececionante no último ano, no qual a economia cresceu ao nível mais baixo dos últimos 18 anos”, escrevem os economistas, referindo-se ao crescimento negativo de 0,7% divulgado pelo INE ajustado para a sazonalidade.

“Em termos anuais, a atividade económica contraiu-se no primeiro trimestre principalmente devido a um considerável declínio da atividade nas indústria do retalho e turismo”, escrevem os analistas da Focus Economics na análise mensal à economia africana, enviada aos investidores e a que a Lusa teve acesso.

Moçambique evita uma recessão económica, definida como dois trimestres seguidos de crescimento negativo, porque nos últimos três meses do ano passado registou um crescimento positivo de 1,8%, depois de no penúltimo trimestre de 2017 ter sofrido uma ligeira contração de 0,1%, sempre com valores ajustados para a sazonalidade.

No documento, os analistas explicam que “o défice da balança corrente alargou-se no primeiro trimestre devido ao défice comercial no setor dos serviços, enquanto os fluxos de investimento externo desceram para menos de metade no mesmo período”.

Sem o ajustamento da sazonalidade, a economia moçambicana cresceu 3,2% no primeiro trimestre, de acordo com os dados disponíveis no site do Instituto Nacional de Estatística moçambicano, que não apresenta os dados desagregados.

A economia de Moçambique, dizem os analistas, “vai continuar a ser prejudicada pelos níveis insustentáveis de dívida pública”, crescendo apenas 3,3% neste e no próximo ano, ao passo que a inflação subiu de 2,3% em abril para 3,3% em maio, devendo chegar ao final do ano com uma média anual de 4,8% este ano e 6% em 2019.

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