Moedas responde a Mota: Relatório é fruto de consultas presenciais

Carlos Moedas
Carlos Moedas

Carlos Moedas não entende o desconforto de Pedro Mota Soares. O relatório do FMI é fruto de “consultas presenciais com todos os membros do Governo.”

O ministro da Solidariedade Social afirmou hoje que não concorda com grande parte das medidas que estão vertidas no documento que o FMI, Banco Mundial e Comissão Europeia apresentaram ao Governo como sugestão para o corte de quatro mil milhões. Mas Carlos Moedas garante que este documento é apenas “uma contribuição entre outras que vamos solicitar à sociedade civil” incluindo parceiros, oposição e até OCDE.

“O Governo recebeu apenas hoje, ao meio-dia” este relatório. E como tal, o secretário de Estado adjunto avança que “não faz sentido fazer avaliações a algo que estamos ainda a analisar”.

O documento de 80 páginas detalha o que o Governo pode fazer para cortar na despesa do Estado, mas são apenas sugestões, se o Estado vai segui-las ainda não está decidido. Sabe-se apenas que o Governo quer cortar. “O que temos hoje não é sustentável e temos de ver o que podemos fazer melhor. É possível fazer melhor com menos, em muitas áreas”, garantiu Carlos Moedas.

Por isso mesmo, esta discussão “é essencial” para todos os portugueses e será feita uma reflexão profunda sobre as melhores medidas a tomar. Mas “não seria sério dizer já que vamos adotar determinada medida e ingorar outra, porque apenas recebemos o relatório hoje.” Haverá outras contribuições da sociedade civil, afirmou ainda o secretário de Estado.

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