Eleições

Montepio. Godinho quer auditoria interna para avaliar “real situação”

António Godinho, candidato à liderança da Associação Mutualista Montepio Geral. Fotografia: Bruno Raposo/Global Imagens
António Godinho, candidato à liderança da Associação Mutualista Montepio Geral. Fotografia: Bruno Raposo/Global Imagens

Amanhã realizam-se as eleições para a Associação Mutualista Montepio Geral

Uma auditoria interna para avaliar a “real situação” financeira da Associação Mutualista Montepio Geral será das primeiras medidas de António Godinho se for eleito na sexta-feira, mas a “prioridade das prioridades” é “recuperar a confiança” na instituição.

“Desencadearemos uma auditoria interna que nos permita avaliar a situação real da associação, a par de auscultarmos o Conselho de Administração Executivo da Caixa Económica Montepio Geral, os supervisores Banco de Portugal e Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) e ainda o Governo e a tutela para nos entrosarmos rapidamente no conhecimento e opiniões de todos esses interlocutores, com vista à elaboração do plano de adaptação a ser desenvolvido nos próximos 12 anos”, afirma António Godinho em resposta escrita a uma das quatro perguntas colocadas pela agência Lusa às três listas concorrentes.

Para o empresário – que sob o lema “Juntos pelo Montepio. Recuperar a Confiança” volta a liderar uma candidatura às eleições para a mutualista – “é absolutamente necessário realizar uma auditoria financeira à Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG) e “só depois disso” se poderá, “se for caso disso”, tomar medidas.

“Devemos ser prudentes, cautelosos, responsáveis. […] Não é muito saudável estar a discutir na praça pública a situação financeira da AMMG”, sustenta o líder da lista C.

António Godinho elege, contudo, como “prioridade das prioridades”, caso seja eleito, “recuperar a confiança dos trabalhadores, dos associados e dos portugueses no Montepio”, promovendo “novas práticas de gestão” que levem a que “a opinião pública percecione que o Montepio muda e inicia um novo ciclo de gestão”.

“Concretamente – avança – tornando-nos mais transparentes e moralizando práticas internas”.

Neste contexto, Godinho privilegiará “a revisão estatutária da associação, que definirá novos paradigmas do seu futuro governo, controlo, transparência e democracia”, bem como “o estabelecimento de relações com o supervisor ASF e a elaboração do plano de adaptação para ser implementado nos próximos 12 anos”.

Apostará ainda na “moralização imediata das remunerações, mordomias e privilégios da administração”, que será uma “das primeiras medidas emblemáticas da mudança pelo exemplo”, com vista à “recuperação da confiança de trabalhadores, associados e público em geral”.

“Criaremos grupos de trabalho para a revisão dos estatutos e para o plano de adaptação, que são as prioridades com mais urgência. Recentrar-nos-emos na melhoria do ambiente interno de trabalho, começando por ganhar os trabalhadores para o novo ciclo e na modernização da oferta dos produtos mutualistas”, aponta também o candidato.

O objetivo é “revalorizar a missão fundacional da associação, adaptada à sociedade atual”, promovendo “a longevidade condigna, económica, de manutenção física e assistencial” e assegurando “a casa de família e a educação dos filhos em caso de infortúnio”.

Para o candidato, que já há três anos encabeçou uma lista às eleições da associação, uma mudança na gestão da AMMG “é o primeiro passo, absolutamente necessário, para se iniciar o restabelecimento da confiança na associação mutualista”: “A mudança de protagonistas, com a consequente mudança de gestão é a primeira e essencial condição para se mudar a perceção que os vários ‘stakeholders’, e desde logo os associados, têm da associação”, considera Godinho.

“Depois – continua – com as medidas de gestão que vamos tomar, marcadas pela prudência e pelo sentido de responsabilidade, não correndo riscos desnecessários e respeitando os interesses dos associados e as suas expectativas, vamos com certeza inverter a perceção que se tem da AMMG e restabelecer a confiança dos vários parceiros e da comunidade”.

“Com os mesmos protagonistas, sejam os da lista A ou da lista B, onde há vários administradores da gestão atual de Tomás Correia, é que será impossível mudar”, acrescenta.

António Godinho lidera uma lista que conta com o general Pinto Ramalho como candidato a presidente da mesa da assembleia-geral, o economista Eugénio Rosa como candidato a presidente do Conselho Fiscal e Alípio Dias como primeiro candidato ao conselho geral.

Apresentada como candidata em 20 de outubro, a lista C diz integrar “elementos e apoios de todas as listas que há três anos concorreram contra a lista apoiada pelos atuais dirigentes” e que, em conjunto, obtiveram “mais de 40% dos votos”.

O antigo ministro Bagão Félix é apresentado como o primeiro subscritor da lista e proposto como parte da futura comissão de vencimentos da associação, a ser criada caso a lista seja eleita.

Além de António Godinho, são candidatos às eleições para a Associação Mutualista Montepio Geral o atual líder, António Tomás Correia, e o administrador Fernando Ribeiro Mendes.

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