AEROPORTO MONTIJO

ANA. Crise mundial não retira qualquer relevância ao novo aeroporto

Base Aérea n.º 6, no Montijo, que será adaptada para a aviação civil caso aí avance a construção do novo aeroporto de Lisboa. Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens
Base Aérea n.º 6, no Montijo, que será adaptada para a aviação civil caso aí avance a construção do novo aeroporto de Lisboa. Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens

“O projeto entrou agora numa fase de execução. A crise mundial […] não retira qualquer relevância ao aeroporto do Montijo”, notou Thierry Ligonnière.

O presidente da Comissão Executiva da ANA – Aeroportos de Portugal defendeu que a crise potenciada pela pandemia de covid-19, que paralisou o setor da aviação, “não retira qualquer relevância” ao aeroporto do Montijo, no distrito de Setúbal.

“O projeto entrou agora numa fase de execução. A crise mundial […] não retira qualquer relevância ao aeroporto do Montijo”, notou Thierry Ligonnière, durante uma audição parlamentar na comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território.

Conforme defendeu, os critérios que levaram à necessidade de um novo aeroporto para a região de Lisboa mantêm-se, nomeadamente, a urgência.

Na sua intervenção inicial, Ligonnière afirmou que, em 2019, o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, já não tinha possibilidade de gerar efeitos positivos para a economia nacional e, consequentemente, criar emprego.

Assim, no atual contexto, “torna-se ainda mais importante para mitigar os efeitos económicos de uma crise que se perspetiva muito grave”, vincou.

O presidente da Comissão Executiva da gestora aeroportuária lembrou ainda que as perspetivas da indústria apontam que o tráfego só vai atingir os níveis pré-covid-19 em 2023.

“As matemáticas são claras. Não podemos por o projeto em pausa. Temos que desenvolver o projeto o mais rápido possível”, referiu.

Após a ronda de intervenções dos partidos, o responsável reiterou que esta infraestrutura vai ser necessária em 2023, notando que a execução da obra está estimada entre 36 e 39 meses, após a assinatura da adenda ao contrato de concessão.

Thierry Ligonnière considerou ainda que, no que se refere ao aeroporto Humberto Delgado, a ANA terá que sentar-se à mesa com as companhias aéreas para analisar se os pressupostos referentes ao desenvolvimento do tráfego não estão impactados.

“Sabemos que a TAP vai ter de redimensionar as suas atividades. Temos que ver em que medida o projeto ainda está adaptado às necessidades da TAP em termos de soluções técnicas e de calendarização das soluções técnicas. É um trabalho que vamos fazer nos próximos meses”, concluiu.

Em 08 de janeiro de 2019, a ANA e o Estado assinaram o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa e transformar a base aérea do Montijo num novo aeroporto.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 584 mil mortos e infetou mais de 13,58 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.679 pessoas das 47.765 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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