aeroporto do Montijo

Montijo: Estudo ambiental não contempla aumento das emissões de CO2

Salinas do Samouco, no Montijo.
(Fotografia: Paulo Spranger/ Glboal Imagens)
Salinas do Samouco, no Montijo. (Fotografia: Paulo Spranger/ Glboal Imagens)

Investigadores defendem que a análise da ANA - Aeroportos contempla apenas "uma parte residual das emissões que serão geradas".

Onze investigadores portugueses alertam para as falhas do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do Aeroporto do Montijo. O grupo fez as contas à totalidade dos gases poluentes que serão libertados até 2050 e não duvida que a análise da ANA – Aeroportos contempla apenas “uma parte residual das emissões que serão geradas”, avança o Público, esta sexta-feira.

O grupo elaborou um documento denominado “Contestação abaixo-assinada sobre EIA do Aeroporto do Montijo e suas acessibilidades”, que foi submetido numa plataforma de consulta pública até 19 de setembro. Depois do parecer favorável condicionado ao novo aeroporto pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), os investigadores decidiram agora tornar público o documento. “A decisão da APA não refere nada do que escrevemos”, disseram ao jornal diário.

“O EIA só contempla as emissões terrestres, ou seja, as emissões da infra-estrutura aeroportuária, do tráfego rodoviário e fluvial de e para o aeroporto, e das emissões das aeronaves na descolagem e aterragem”, refere um dos signatários, salientando que as emissões de gases de efeito de estufa ficaram de fora.

Os investigadores defendem que a omissão das emissões relativas aos gases de efeito de estufa – “que são o grosso das emissões geradas pela aviação” – “encobre que se trata de um projeto comprometedor do alcance da meta nacional de neutralidade carbónica para 2050”.

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