Coronavírus

Moody’s: Coronavírus representa choque “sem precedentes” para a economia global

Moody's
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A Moody's prevê que as 20 principais economias do mundo, o G20, contraiam 0,5% este ano. A previsão anterior era de um crescimento de 2,6%.

A agência de rating Moody’s considera que o Covid-19 representa um “choque sem precedentes” para a economia global. Num relatório em que atualiza as suas previsões de evolução do grupo das 20 maiores economias mundiais (o G-20) para 2020 e 2021, a Moody’s avança que espera agora que o Produto Interno Bruto (PIB) real do conjunto destes países contraia em 0,5% este ano, antes de recuperar em 2021 para um crescimento de 3,2%. A última previsão, de novembro, apontava para uma subida de 2,6% em 2020.

Esta atualização acontece numa altura em que “os custos económicos crescentes do choque do coronavírus e as políticas de resposta para combater a recessão se tornam mais claras”, explica a empresa de notação financeira num relatório sobre as perspetivas macroeconómicas.

A Alemanha deverá registar este ano uma contração de 5,4%, a Itália de 4,5%, os Estados Unidos de 4,3%, o Reino Unido de 3,9% e França de 3,5%. A Moody’s prevê uma recuperação das principais economias europeias no segundo semestre do ano e ao longo de 2021, mas considera que será “pouco provável” que as perdas do segundo trimestre deste ano sejam recuperadas.

A Moody’s sublinha que as autoridades monetárias e orçamentais estão a aumentar os apoios às economias para impedir danos permanentes às famílias e empresas. “Globalmente, as autoridades estão a adotar medidas de política, tais como garantias de rendimento e complacência regulamentar num esforço para reduzir o risco de incumprimentos simultâneos enfraquecerem a estabilidade financeira”, e antecipa que estas medidas “continuem a aumentar e a aprofundar-se”.

Em relação à economia chinesa, a Moody’s prevê que o PIB cresça 3,3% este ano 6% em 2021, com uma “retoma lenta” do consumo privado. A agência de rating considera ainda que a recuperação nas economias emergentes será mais lenta do que nos países desenvolvidos, por causa da ausência de “redes de segurança” e a menor capacidade para apoiar empresas e famílias.

 

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