Brexit

Brexit: Moody’s diz que chumbo aumenta “incerteza” mas acordo ainda é possível

EPA/ANDY RAIN
EPA/ANDY RAIN

A agência Moody's considera que a rejeição do acordo do Brexit aumenta a incerteza e os riscos para os emitentes de dívida britânicos.

A agência deixa ainda em aberto uma saída negociada com a União Europeia.

Num relatório divulgado hoje sobre as implicações no crédito da votação de terça-feira à noite no parlamento britânico, a Moody’s sustenta que o chumbo ao acordo proposto pela primeira-ministra, Theresa May, “prolonga o período de incerteza sobre o relacionamento do Reino Unido com a União Europeia” (UE), pelo que tem um “impacto de crédito negativo em muitos emitentes de dívida”.

Ainda assim, a agência de notação afirma que “o voto contra o acordo não é, em si próprio, motivo suficiente” para que se aponte para um cenário de saída desordenada da UE, o que implicaria que a Moody’s revesse formalmente o perfil de risco do Reino Unido e de outros emitentes afetados.

“Há ainda vários desfechos possíveis, desde um ‘Brexit’ sem acordo em março, a uma decisão de permanecer indefinidamente na União Europeia”, refere a diretora de crédito da Moody’s para a Europa, Médio Oriente e África, Colin Ellis.

No relatório, a agência recorda ter apontado o acordo do ‘Brexit’ como um “passo positivo” para muitos emitentes de dívida britânicos porque “iria, se ratificado, resolver muitas incertezas, ao mesmo tempo que limitaria os danos económicos e financeiros” da saída do Reino Unido da UE.

Com o Governo britânico a ter de enfrentar hoje uma moção de censura – que se for bem-sucedida poderá levar a eleições legislativas antecipadas e, se for chumbada, obriga o executivo a apresentar uma solução ao parlamento até segunda-feira — a Moody’s aponta entre os “desfechos possíveis” uma segunda votação parlamentar a favor de um renegociado acordo do ‘Brexit’, uma saída desordenada da UE, uma extensão do prazo para aplicação do artigo 50 (com consequente adiamento do processo) ou a revogação do artigo 50, “talvez após um segundo referendo”.

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