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Moody’s mantém rating de Portugal em lixo

Fotografia: REUTERS/Mike Segar
Fotografia: REUTERS/Mike Segar

Moody's optou por não se pronunciar sobre Portugal. É a única agência a avaliar a dívida nacional em grau especulativo. DBRS subiu o rating.

Contrariamente à expectativa dos investidores, a Moody’s não fez qualquer alteração na classificação de Portugal. O rating continua a um nível de sair de lixo com perspetiva positiva, o que sinaliza que a notação poderá regressar a grau de investimento nos próximos meses. A próxima data em que a agência o poderá fazer passa para 12 de outubro.

A agência americana não fez qualquer comentário sobre a evolução da qualidade de crédito de Portugal. Em setembro do ano passado a Moody’s tinha subido a perspetiva para positiva, o que sinalizava que poderia melhorar a notação num prazo de 12 a 18 meses.

Mas os mercados apostavam que isso iria acontecer já na avaliação deste mês de abril devido à evolução da economia e das contas públicas portuguesas e também às melhorias nas avaliações feitas por outras entidades. Alguns responsáveis da agência reforçaram mesmo, nos últimos meses, essa possibilidade.

A Moody’s afirma-se como a agência mais pessimista para Portugal. A Standard & Poor’s tirou o rating de lixo em setembro do ano passado. A Fitch melhorou a classificação logo em dois níveis em dezembro. E esta sexta-feira, a DBRS também subiu a nota da dívida portuguesa para dois níveis acima da categoria vista como “lixo” pelos mercados.

O mercado apostava que Portugal conseguisse o pleno de ratings com grau de investimento. E a decisão da Moody’s de deixar tudo na mesma pode levar a algum impacto nas taxas portuguesas.

Ainda assim, a equipa de research do BiG notava ao Dinheiro Vivo, antes da informação do que a agência iria fazer que “o maior impacto através das decisões da notação já foi realizado com a segunda notação de Investment Grade por parte da Fitch em Dezembro de 2017, a qual permitiu a reentrada da dívida Portuguesa nos principais índices internacionais de obrigações públicas”.

Atualizada às 22:05

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