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Motociclos vão poder andar nas faixas bus de Lisboa ainda este ano

Projeto piloto será nas avenidas Calouste Gulbenkian e de Berna e na Rua Braamcamp. Antes, vão ser precisas obras

A Câmara Municipal de Lisboa aprovou esta quarta-feira, por unanimidade, a circulação experimental de motociclos nalgumas faixas de transportes públicos da cidade, o que o executivo pretende ver iniciado “ainda este ano”.

O projeto-piloto será nas avenidas Calouste Gulbenkian e de Berna (entre a Praça de Espanha e o Largo Azeredo Perdigão) e na Rua Braamcamp (entre a Rua Rodrigo da Fonseca e a Rua Duque de Palmela).

Em declarações à agência Lusa no final da reunião privada em que se aprovou o início do projeto-piloto, fonte do gabinete de imprensa explicou que, antes, “há necessidade de fazer algumas obras físicas curtas e pinturas nos pavimentos”.

A autarquia espera iniciar esta experiência “o mais breve possível”, adiantou a mesma fonte, garantindo que isso acontecerá “ainda este ano”.

A proposta, assinada pelos vereadores Manuel Salgado (Urbanismo) e Carlos Manuel Castro (Mobilidade de Proximidade), explica que a alteração do Código da Estrada veio permitir esta aplicação, mediante deliberação municipal e que, por isso, a Direção Municipal de Mobilidade e Transportes estudou essa possibilidade.

Desse estudo, “conclui-se que se deverá iniciar o processo de forma experimental sob a forma de um projeto-piloto, à semelhança de outros municípios, o qual, se bem-sucedido, poderá ser alargado ao resto da cidade”, apontam os autarcas.

A escolhida das vias teve por base “critérios de segurança na circulação, fluidez de tráfego e a ligação entre pontos de atração, zonas residenciais, polos de emprego, redes de transporte público e interfaces”, justificam.

No final do encontro, o vereador centrista, João Gonçalves Pereira, que apresentou uma proposta para se dar início a esta experiência em fevereiro de 2015, congratulou-se com a decisão, por “dar cumprimento à deliberação do CDS”.

Na altura, com o documento aprovado por unanimidade, ficou assente que a Direção Municipal de Mobilidade e Transportes iria realizar em seis meses um estudo sobre a viabilidade do projeto.

Nessa ocasião, foi ainda aprovada uma proposta do PCP para que as motos tenham uma “caixa de paragem adiante dos outros veículos para poderem partir antes e não serem incómodas para o trânsito”, referiu o vereador comunista Carlos Moura, indicando que tal possibilidade vai agora ser avaliada pelos serviços.

Também esta quarta-feira, foi aprovada por unanimidade a regularização contabilística das contas das empresas municipais de estacionamento (EMEL) e da gestão dos bairros sociais (Gebalis), para estarem de acordo com as contas da autarquia.

Já a proposta que visa a ratificação dos pagamentos de despesas de representação dos dirigentes da Câmara feitos há menos de um ano – que surgiu após dúvidas de legalidade por esta atribuição não ter tido aval da Assembleia Municipal –, foi aprovada por maioria.

A construção de um edifício multiusos numa área de 8.986 metros quadrados, com um hipermercado do grupo Sonae, um ‘fitness center’, escritórios, estacionamento e espaço verde na Avenida David Mourão Ferreira (Lumiar), foi aprovada com voto contra do PCP e abstenção do CDS-PP.

Para a reunião pública desta tarde, foi adiada a nova proposta de requalificação da Segunda Circular.

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