Economia

Mourinho Félix rejeita comparações entre orçamento português e italiano

Ricardo Mourinho Félix, Secretário de Estado Adjunto e das Finanças, sinalizou novos reembolsos ao FMI
(Jorge Amaral/Global Imagens)
Ricardo Mourinho Félix, Secretário de Estado Adjunto e das Finanças, sinalizou novos reembolsos ao FMI (Jorge Amaral/Global Imagens)

O secretário de Estado das Finanças sublinhou que a reposição de rendimentos em Portugal seguiu uma trajetória de consolidação.

O secretário de Estado das Finanças rejeitou esta segunda-feira comparações entre os orçamentos português e italiano, sustentando que a reposição de rendimentos em Portugal seguiu uma trajetória de consolidação que permitiu “uma redução gradual da dívida pública”.

Questionado pelos jornalistas, à saída da reunião do Eurogrupo, no Luxemburgo, Ricardo Mourinho Félix foi taxativo a recusar qualquer comparação entre os orçamentos do Estado apresentados pelo executivo de António Costa e aquele que foi proposto pelo Governo italiano na quinta-feira.

“Aquilo que veio a público não é semelhante ao que fez o Governo português. São situações muito distintas. Eu não conheço os detalhes da proposta do orçamento italiano, conheço aquilo que o Governo português fez, que foi uma reposição de rendimentos, no quadro de uma consolidação orçamental sustentável”, argumentou.

O secretário de Estado das Finanças, que representou Portugal no fórum dos ministros das Finanças da zona euro, presidido por Mário Centeno, recordou que o Governo fez “uma análise muito criteriosa da despesa” para fazer “uma reposição de rendimentos e, ao mesmo tempo, seguir uma trajetória de consolidação que tem permitido uma redução gradual da dívida pública portuguesa”.

“Eu não faço comparações entre um orçamento putativo que o governo italiano vai apresentar, e sobre o qual se conhece um conjunto muito limitado de informação, e aqueles que foram os orçamentos apresentados pelo Governo português e que, pela natureza das minhas funções, conheci e conheço”, reforçou.

Mourinho Félix disse ainda que a mensagem que o executivo de António Costa sempre passou foi a de que é importante ter “uma política económica credível”.

O Governo italiano acordou na quinta-feira aumentar o défice para os próximos três anos até 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), com o argumento de repor os rendimentos e estimular a economia.

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