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Movimentos nos portos caem 3,9% até junho

Contentores no Porto de Lisboa. 
(Gerardo Santos / Global Imagens)
Contentores no Porto de Lisboa. (Gerardo Santos / Global Imagens)

No que se refere aos fluxos de carga, a variação global observada no primeiro semestre "foi negativa para os embarques e desembarques"

Os portos do Continente registaram um decréscimo de 3,9% nas movimentações até junho, em comparação com o período homólogo, para 44,6 milhões de toneladas, anunciou hoje a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

“No primeiro semestre de 2019, os portos do Continente registaram um decréscimo de 3,9% face a igual período de 2018, movimentando 44,6 milhões de toneladas”, indicou, em comunicado, a AMT.

De acordo com esta autoridade, a quebra é explicada pela “diminuição de petróleo bruto em Leixões e Sines e pela perda de carga contentorizada em Sines, por efeito da greve dos trabalhadores portuários do Terminal XXI”.

Destaca-se o Porto de Aveiro, no primeiro semestre, com um crescimento homólogo de 62,5 mil toneladas, mais 2,4%, “mantendo o registo de melhor marca de sempre no volume global de carga movimentada”.

No que se refere aos mercados de carga, até junho, as cargas contentorizada, Ro-Ro (que entra no navio sem necessitar de gruas para o seu carregamento) e carga fracionada em Leixões, registaram acréscimos de 8,4%, 18,3% e 16,6%.

O Porto de Sines mantém a sua quota do volume de carga abaixo dos 50%, fixando-se, em junho, em 49,7%, menos 0,4 pontos percentuais face ao primeiro semestre de 2018, seguido de Leixões (21,4%), Lisboa (12,4%), Setúbal (7,9%) e Aveiro (6,1%).

Nos primeiros seis meses do ano, o movimento de contentores cedeu 3,1% no volume de TEU (medida padrão utilizada para calcular o volume dos contentores) movimentado, ou seja, cerca de menos 1,4 milhões de TEU.

“Este desempenho é explicado não só pelo desempenho negativo da carga contentorizada em Sines derivado das perturbações laborais observadas neste porto, como também pelos registos negativos apresentados em Lisboa, Setúbal e Sines”, lê-se no documento.

Neste segmento, também se destaca o Porto de Sines, que continua a liderar com uma quota de 53,3%, seguido por Leixões (24,3%), Lisboa (16,4%), Setúbal (5,2%) e Figueira da Foz (0,8%).

“No Porto de Sines continua a assistir-se a uma ligeira modificação no segmento de contentores, com uma ligeira perda de representação das operações de ‘transhipment’ que assumem no período em análise cerca de 70% do total, isto é, menos 9,2 pontos percentuais [p.p.] do que no período homólogo de 2018 e menos 12,7 p.p. do que no 1.º semestre de 2017. Este facto verifica-se após uma quebra de 19,3% no volume semestral do ‘transhipment’ e de acréscimo de 31,8% no tráfego com o ‘hinterland’”, apontou a autoridade dos transportes.

Por sua vez, o movimento de navios, nos primeiros seis meses de 2019, observou uma descida de 2% no número de escalas (5.306) e um aumento no volume de arqueação bruta de 0,1% para 100,25 milhões.

Os portos de Viana do Castelo e Sines registaram um crescimento respetivo no número de escalas de 2,9% e 0,9%, enquanto os restantes assinalaram decréscimos.

No que se refere aos fluxos de carga, a variação global observada no primeiro semestre “foi negativa para os embarques e desembarques”, com quebras respetivas de 5,6% e de 2,6%.

As cargas contentorizada e fracionada em Leixões e os minérios em Setúbal “contribuíram significativamente para o impacto positivo das operações de embarque, registando, respetivamente, mais 261,3 mil toneladas, 73,3 mil toneladas e 67,8 mil toneladas”.

Com impactos negativos nos desembarques destacam-se os produtos petrolíferos e a carga contentorizada em Sines (-570,7 mil toneladas e -497,7 mil toneladas), os outros granéis sólidos em Lisboa (-142,7 mil toneladas) e os produtos petrolíferos em Leixões (-97,4 mil toneladas).

No que diz respeito às operações de desembarque, destacam-se as variações positivas dos produtos petrolíferos e dos outros granéis líquidos em Sines, com acréscimos de 1,3 milhões de toneladas e 189,2 mil toneladas, respetivamente, dos produtos petrolíferos e da carga Ro-Ro em Leixões, com mais 76,6 mil toneladas e de mais 69,5 mil toneladas.

Por último, Viana do Castelo, Figueira da Foz, Setúbal e Faro são os portos que apresentam um “perfil de porto ‘exportador'”, registando um volume de carga embarcada que supera o da carga desembarcada, “com um quociente entre carga embarcada e o total movimentado, no período em análise, de 60,9%, 70,8%, 53,6% e 100%, respetivamente”.

No seu conjunto, estes quatro portos representam uma quota de carga embarcada de 15,1% , sendo que 10,5% destes dizem respeito a Setúbal.

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