"Mudança de marca será assegurada com neutralidade de custos para consumidores"

A EDP Distribuição terá de apresentar ao regulador da energia o plano para a mudança de imagem para E-Redes até ao final do mês de outubro.

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) aprovou, no mesmo passado, a mudança de marca da EDP Distribuição para E-Redes. João Marques da Cruz, administrador executivo da EDP, diz que a operação, que arranca em janeiro de 2021, não deverá ter custos para os consumidores. Em Espanha a EDP já opera na distribuição com a marca E-Redes, desde 1 de abril do ano passado.

A proposta da empresa para a mudança de imagem foi aceite pela ERSE, tal como foi apresentada, ou teve de sofrer alterações?

A EDP sempre entendeu que a sua participada EDP Distribuição teria de alterar a sua marca e designação de acordo com as regras europeias e legislação nacional. O objetivo desta mudança é uma clara separação de imagem entre o operador de rede de distribuição (a atual EDP Distribuição) e outros intervenientes no mercado, como sejam os comercializadores. O processo de alteração da marca foi um trabalho profundo visando a definição da designação com a qual a EDP Distribuição se vai apresentar ao mercado a partir de janeiro de 2021: a E-Redes. O processo decorreu com várias interações entre a empresa e a ERSE, como habitual neste tipo de situações, num espírito de perfeita cooperação. Além da mudança de nome de EDP Distribuição para E-Redes, a nova marca vai contar com um logótipo cuja linha gráfica será marcada pelo novo nome da empresa a preto com a cor amarela em fundo. Com esta alteração de imagem, que deixa de ter elementos de cor ou design comuns a outras empresas do universo EDP, reforça-se também a identificação e singularidade da operadora de redes de distribuição, a qual é um elemento central para a concretização da transição energética.

Quando é que arranca o processo de mudança, e quando estará concluído? Quais os pontos-chave da calendarização e planificação do processo?

A implementação da nova marca será de acordo com um plano a ser apresentado ao regulador até ao fim do próximo mês de outubro, esperando-se que em janeiro se inicie a concretização e o nascimento da E-Redes, se bem que exista um período transitório até ao fim do próximo ano. A EDP está empenhada em que essa alteração seja feita de forma eficiente, segura e o mais célere possível.

A EDP Distribuição consegue garantir, tal como pede a ERSE, que o processo decorra sem perturbações para consumidores, companhias, concessionários e autarquias, e sem aumento de custos para os clientes?

Sem dúvida que sim. A EDP entende bem o papel do operador de rede distribuição. Não é um ator de mercado mas um elemento essencial para que a transição energética aconteça. Queremos que os clientes façam as suas opções económicas e intervenções no sistema elétrico, como mero consumidor ou como produtor ou mesmo desempenhado ambos os papéis, utilizando as funcionalidades de uma rede inteligente, cuja gestão é assegurada pela sua empresa de distribuição de eletricidade. Adicionalmente, entendemos que esta mudança será assegurada com neutralidade de custos para os consumidores. A adoção de uma nova marca não trará qualquer impacto ou alteração no trabalho desenvolvido pelas equipas, no serviço prestado pela empresa ou na relação com os seus parceiros, nomeadamente autarquias. Para todos os efeitos, o ADN da empresa será o mesmo e isso significa continuar a assegurar um serviço público essencial, mantendo o mesmo sentido de presença, de execução, de responsabilidade e de resposta, que tem pautado a sua atuação ao longo dos anos.

Em suma, a nova marca pretende assegurar a continuidade da qualidade de serviço, sem qualquer perturbação para os clientes finais.

Em que ponto se encontra o concurso de concessão de distribuição de energia em baixa tensão? Continua a ser um impedimento para a mudança de imagem?

Quanto ao concurso das concessões de baixa tensão aguardamos o modelo final.

Mudança de imagem em Espanha já está concluída?

Sim. Desde dia 1 de abril do ano passado que a distribuidora espanhola passou a assumir a marca E-Redes. Não é coincidência o nome ser o mesmo: significa a nossa marca para a distribuição na Península Ibérica, recordando que o recente aumento de capital da EDP teve como objeto a compra maioritária da Viesgo que é fundamentalmente um operador de rede distribuição. A aposta em redes, a par do investimento em geração renovável, são, como é sabido, opções estratégicas da EDP.

O plano de investimentos da EDP Distribuição 2021-2025 está em consulta pública até 15 de setembro, data a partir da qual a ERSE emitirá o seu parecer. É possível que o plano sofra alterações?

A EDP Distribuição fez o seu trabalho técnico, na dimensão operacional e económica que resultou num plano estruturado, com opções estratégicas subjacentes sobre o desenvolvimento do negócio de distribuição de eletricidade em Portugal. Agora caberá a outras entidades darem os seus contributos para que o nosso país tenha um plano de investimentos a realizar em alta e média tensão entre 2021 e 2025 alinhado com os objetivos da transição energética e metas do Plano Nacional Energia e Clima 2021-2030, nomeadamente no que se refere à resiliência da rede e à qualidade de serviço. É assim, um instrumento determinante para que a distribuição de eletricidade possa ser um potenciador da eficácia global do sistema energético nacional.

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