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Na net, os executivos misturam negócios e prazer

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Consultora de estratégia digital utilizou ferramenta inovadora em inquérito junto dos decision makers portugueses para saber como consomem informação.

A maioria dos executivos portugueses consomem informação online a partir das 21 horas, acedendo a conteúdos gratuitos através de smartphone, preferindo os jornais digitais e o Facebook, a rede social onde selecionam informação, partilham conteúdos relevantes e socializam. Estas são algumas das conclusões do estudo inovador realizado pela Impacting Digital, uma consultora de estratégia digital do Impacting Group (Adclick, Emailbidding, Smarkio, entre outras), sediada no Porto.

“O objetivo do estudo era saber o nível de integração digital dos C-Level [CEO, COO, CFO, etc] das empresas com que trabalhamos, nas duas vertentes, quer enquanto clientes, quer enquanto destinatários das estratégias digitais que desenvolvemos”, explicou Márcio Nogueira, diretor de Estratégia da Impacting Digital.

Durante o segundo semestre do ano passado, a consultora contactou mais de 400 decision makers de empresas dos setores da indústria, tecnologia, retalho, media e serviços e convidou-os a responder a um inquérito baseado num estudo que o Financial Times realizou para saber de que forma os gestores utilizam os meios digitais para o consumo de informação. “Quisemos saber os meios a que acedem e durante quanto tempo, a relação que têm com as redes sociais, os conteúdos que mais consomem e os dispositivos que utilizam”, explicou o responsável.

Para conseguir uma taxa de resposta superior a 24% (“Normalmente, com este tipo de público, as taxas de resposta rondam os 10%”, elucidou Márcio Nogueira), a consultora utilizou um chatbot, uma espécie de assistente virtual, para colocar as questões. Para garantir que a proposta não caiu na caixa de spam, a equipa fez um “acompanhamento personalizado dos participantes via telefone” e também por SMS.

Os resultados trouxeram algumas surpresas. “Os executivos portugueses ainda consomem muita informação nas redes sociais e o Facebook ainda é a rede social mais utilizada, mais do que o Linkedin, que se pensaria ser a rede preferida dos C-Level, porque o Facebook é um espaço onde o utilizador reúne informação, entretenimento e o lado social”, notou Mário Nogueira.

O tempo dedicado diariamente às redes sociais é de “até 30 minutos” em 50% dos casos e de “30 minutos a uma hora” para 32% dos inquiridos. E esse acesso é feito, na maioria dos casos, depois das 21 horas (30%).

“Ainda não valorizam o pagamento de um conteúdo, considerando que o conteúdo pago pode ser mais certificado ou mais completo do que aquele que está disponível gratuitamente”, acrescentou o responsável. “Os 24% que assinam conteúdos fazem-no relativamente a meios relacionados com economia (37,5%), jornais online (25%), comunicação e marketing (12,5%), música (12,5%) e desporto (12,5%)”, revelou ainda.

Para convencer os consumidores da relevância dos conteúdos pagos, recomendou Márcio Nogueira, os sites deverão ter em atenção à preferência pelo formato de vídeo, cuja importância vem aumentando desde que “o algoritmo do Facebook e do Linkedin dão prioridade” à produção audiovisual, mais difícil de copiar ou plagiar, mas também se revelou importante para 71% dos inquiridos. A relevância do conteúdo e a curta duração do vídeo são os fatores mais valorizados.

Seja em vídeo, seja em texto, a produção de conteúdos relevantes deve levar em conta que o dispositivo mais utilizado para consumo de informação online é o smartphone. “Isto significa que, para artigos mais longos, deve ser possível aumentar o tamanho da fonte e, se for necessário, lê-lo em várias partes”, recomendou o diretor de estratégia da Impacting Digital.

Perante os resultados deste primeiro estudo, a consultora está já a preparar um segundo estudo, que deverá iniciar-se em fevereiro para apresentar conclusões em maio, sobre o estado de transformação digital das empresas portuguesas. “Queremos saber em que patamar estão as empresas, quanto investem no digital, o retorno desse investimento para o negócio, em suma, quanto tempo e investimento estão a dedicar ao digital. Poderá não ser fácil conseguir respostas, mas esperamos que as empresas percebam que podem saber mais sobre si mesmas se responderem e, assim, conseguirem saber como se comparam com as restantes”, rematou Márcio Nogueira.

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