Portugal com o terceiro maior aumento de preços nos alimentos na zona euro desde janeiro

Aumento dos energéticos na produção de fertilizantes e na produção e processamento de alimentos, bem como os custos de transporte e a influência das margens de lucro retalhistas estarão na origem.

Portugal é o terceiro país da zona euro onde o preço dos alimentos mais subiu desde o início do ano. Desde janeiro, os preços dos alimentos agravaram 7,6 pontos percentuais (de 3,3% para 10,9% em maio), pior apenas Lituânia e a Letónia, dá conta o Jornal de Negócios esta quarta-feira. É a primeira vez que os preços dos produtos alimentares, álcool e tabaco crescem a dois dígitos em Portugal.

O mesmo jornal explica, citando um relatório do Banco Central Europeu (BCE), que a inflação nos alimentos "aumentou significativamente nos países da zona euro que estão mais expostos às importações agrícolas da Rússia, Ucrânia e Bielorrússia". O mesmo relatório estima que a inflação "modere no médio prazo", mas indica que, até lá, os produtos continuem a encarecer.

Na origem dos aumentos está o encarecimento dos custos energéticos na hora de produzir e processar alimentos. Outra razão apontada é o facto de o gás natural ser necessário na produção de fertilizantes. Pesa, ainda, a subida dos custos de transporte. E as margens de lucro no retalho também pesam na hora de formular os preços dos alimentos.

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