"A abstenção não é um ponto de chegada", avisa o PCP

O líder parlamentar do PCP, João Oliveira, faz o encerramento do debate na generalidade, justificando a abstenção do partido ao Orçamento do Estado.

"A abstenção não é um ponto de chegada, é assumida com o objetivo de abrir a discussão que falta fazer, confrontando as necessidades do povo e do país com as medidas que lhes garantam respostas", afirmou o deputado comunista, acrescentando que "o voto contra nesta fase impediria essa possibilidade", justificou.

"Vamos para a discussão na especialidade sabendo que não se responde a uma recessão económica nem à dinamização da economia sem a valorização do trabalho, o aumento geral dos salários para todos os trabalhadores e a revogação das normas gravosas da legislação laboral", detalhou.

"A proposta apresentada pelo Governo não dá garantias de inverter o rumo que está em curso e não responde aos problemas nacionais", reconheceu no discurso, mas espera melhorias na especialidade.

Verdes dizem que abstenção é "uma oportunidade" ao PS

Já o partido "Os Verdes" assumem que a abstenção na votação na generalidade do Orçamento do Estado para 2021 é para tentar negociar na fase da especialidade. "Esta abstenção e esta postura de abertura agora manifestada pelos Verdes tem um propósito muito claro de dar mais uma oportunidade aos PS para também assumir uma postura de abertura para outras preocupações dos Verdes", afirma José Luís Ferreira.

O deputado conclui que esta abstenção "em nada compromete e em nada condiciona o sentido de voto dos Verdes no que diz respeito à votação final global, cuja avaliação será feita na devida altura", afirma.

O deputado dos Verdes José Luís Ferreira aponta para os perigos da pobreza devido à crise pandémica.

"O desemprego não para de aumentar, a economia continua a patinar, as dificuldades para pagar as contas do dia-a-dia das famílias são cada vez mais uma realidade e a pobreza instala-se", declara o deputado do PEV.

"É tempo de reequacionar este modelo económico, que assenta na exploração desenfreada dos recursos naturais", defende José Luís Ferreira, apontando a aposta na ferrovia e o alargamento da abrangência dos passes sociais.

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