Já são conhecidas as novas tabelas de retenção do IRS para 2023. Saiba quanto vai descontar

Tabelas de retenção na fonte que vigorarão nos primeiros seis meses de 2023 já foram tornadas públicas. Mais contribuintes ficam dispensados do pagamento do imposto no próximo ano, em resultado da acomodação do aumento do salário mínimo para 760 euros. A partir de 1 de julho, o modelo muda para "garantir" mais liquidez sempre que suba o rendimento bruto.

Mariana Coelho Dias
Tabela de retenção na fonte vigora até junho de 2023 © Direitos Reservados

O Governo divulgou esta segunda-feira as novas tabelas de retenção na fonte do IRS a aplicar aos rendimentos do trabalho dependente e de pensões no primeiro semestre de 2023, podendo agora os contribuintes calcular o valor a reter mensalmente, tendo em conta aspetos como o salário bruto e a situação profissional e familiar.

De recordar que o próximo ano será marcado por dois momentos neste sentido, com a entrada em vigor de novas tabelas em janeiro, de modo a isentar a subida de 55 euros do salário mínimo nacional, e a chegada de um novo modelo de retenção em julho, que promete assegurar um aumento do salário líquido sempre que se verifique uma subida no salário bruto num determinado mês. O novo modelo terá efeitos retroativos.

Segundo o despacho n.º 14043-A/2022, publicado hoje em Diário da República, as tabelas tornadas públicas "incluem a atualização do limite de isenção de retenção na fonte para 762 euros mensais, por via da aplicação do mínimo de existência, bem como atualizações nos limites e taxas de retenção". Nas tabelas de 2022, atualmente em vigor, a retenção começa nos 710 euros brutos.

Simulações realizadas pelo gabinete do Ministério das Finanças apontam que as alterações que chegam já em janeiro vão fazer com que um salário de 1350 euros pague menos 15 euros de IRS.

Simulações do Ministério das Finanças

AS TABELAS DE RETENÇÃO:

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